Conexão Viral: Encontro em Montes Claros prepara profissionais para o período sazonal dos vírus respiratórios

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros sedia nesta quarta-feira, 25/3, o encontro Conexão Viral em Campo, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A iniciativa é direcionada a médicos, enfermeiros, gestores e equipes de atenção primária à saúde, profissionais de vigilância epidemiológica, de saúde indígena, farmacêuticos e equipes que atendem populações vulneráveis (pediatria e idosos institucionalizados), tendo como foco o alinhamento de informações para o enfrentamento às doenças respiratórias agudas. 

Entre os temas a serem abordados estão as síndromes gripal e respiratória aguda grave; Covid-19; o Vírus Sincicial Respiratório (VSR); a gripe influenza, o sarampo e outros agravos de relevância para a saúde pública. 

“O objetivo do encontro é capacitar profissionais que atuam na linha de frente do enfrentamento às doenças respiratórias agudas, qualificando o manejo clínico, a vigilância epidemiológica e a resposta assistencial. Para isso, será dada ênfase à multiplicação de conhecimentos entre os profissionais atuantes nos municípios, visando qualificar o atendimento de demandas de assistência à população”, explica Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros. 

O período sazonal de maior circulação de vírus causadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil ocorre, geralmente, entre março e agosto, com intensificação no período do outono e inverno. Para este ano a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que haverá crescimento de casos de gripe Influenza A e de Vírus Sincicial Respiratório já em março, com pico esperado para o inverno. 

Ainda de acordo com a Fiocruz, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste costumam ter picos com o frio mais intenso entre maio e julho, enquanto nas regiões Norte e Nordeste podem ocorrer surtos antecipados, muitas vezes relacionados às chuvas e à circulação do Vírus Sincicial Respiratório. A gripe Influenza A tem predominância de acometimento em idosos e jovens. Já os adoecimentos pelo VSR predominam entre crianças menores de dois anos.

Diante desse cenário Agna Menezes entende que “com a realização do encontro Conexão Viral a SES-MG traz informações atualizadas sobre as síndromes respiratórias; oportuniza a discussão de casos reais e fortalece com os profissionais o alinhamento dos fluxos de notificação, diagnóstico, manejo clínico e prevenção de doenças, inclusive por meio de vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Programação

A programação do Conexão Viral será aberta às 8 horas, no auditório do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams – Av. Governador Magalhães Pinto, 4.000 – bairro Jaraguá). Com a participação da superintendente regional de saúde, Dhyeime Marques, e da superintendente estadual de vigilância epidemiológica da SES-MG, Aline Lara Cavalcanti, a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios nos municípios que integram a área de atuação da SRS de Montes Claros será tema da primeira palestra. Posteriormente, serão apresentados dados sobre as coberturas vacinais contra as síndromes respiratórias no Norte de Minas e as estratégias a serem adotadas neste ano para a vacinação contra o vírus da gripe Influenza. 

O encontro será encerrado com referências técnicas da SES-MG e profissionais de saúde dos municípios avaliando e discutindo sobre a condução de casos clínicos de síndromes respiratórias agudas graves nos serviços de atenção primária e especializados. 

Hospitais

Quinta-feira, 26/3, equipes técnicas dos níveis central e regional da SES-MG e integrantes da Força Estadual do SUS farão visitas aos hospitais Universitário Clemente de Faria, Santa Casa e Mário Ribeiro da Silveira para alinhar informações sobre o fluxo de atendimento de pacientes internados com síndrome respiratória aguda grave e a realização de exames laboratoriais para identificação dos vírus circulantes na região.

Na avaliação da Secretaria de Estado da Saúde, as trocas de experiências entre os profissionais, incluindo discussões sobre casos clínicos, contribui para o alcance de respostas mais efetivas no enfrentamento às síndromes respiratórias, reduzindo o agravamento de situações de saúde, com risco de ocorrência de óbitos especialmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades (duas ou mais doenças ou condições médicas crônicas ocorrendo simultaneamente no mesmo paciente).

Por: Pedro Ricardo

Foto: Pedro Ricardo

Rolar para cima