Treinamento presencial prepara equipes e reforça estratégias de vacinação e prevenção nos municípios
Com a aproximação do período sazonal das doenças respiratórias agudas, no dia 11/3 a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) intensificou a preparação das equipes de vigilância e assistência por meio da iniciativa Conexão Viral em Campo. O encontro reuniu representantes dos 18 municípios da área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberlândia, entre médicos, enfermeiros e profissionais da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária.
Na região de Uberlândia, em 2025 e 2026, predominou o vírus influenza e outros vírus respiratórios, com o COVID-19 circulando durante todo o ano, o que reforça a necessidade de preparar as equipes locais para identificar, monitorar e responder rapidamente aos casos. Em 2025, foram registrados 2.467 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na região. Já em 2026, foram contabilizados 231 casos até o momento, com aumento de registros entre o final de fevereiro e início de março, indicando maior circulação recente de vírus respiratórios.
Um dos principais desafios apontados durante o encontro foi a baixa cobertura vacinal contra a influenza. Em Minas Gerais e nos municípios da região da SRS Uberlândia, os índices de vacinação ficaram em torno de 60%, abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde.
Leila de Paula Caixeta, coordenadora da vigilância epidemiológica, destaca que manter a vacinação em dia é fundamental para evitar casos graves e complicações. “Com o uso de estratégias como os vacimóveis e ações extramuros, realizando busca ativa e alcançando quem ainda não se vacinou, podemos mudar o cenário atual”, explica.
Durante a capacitação, por meio de estudos de casos, os especialistas discutiram o diagnóstico, a classificação de risco e o manejo clínico das doenças respiratórias, além de analisar fluxos de notificação, investigação epidemiológica e protocolos de assistência, garantindo que os aprendizados fossem replicados nos municípios. Essa abordagem prática permite que os profissionais ajustem estratégias locais, alinhem condutas clínicas e fortaleçam a integração entre vigilância e assistência, ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde diante das síndromes respiratórias.
Por: Dieny Fernandes (estagiária sob supervisão)
Foto: Dieny Fernandes
