Conexão Viral em Campo capacita profissionais da macro Jequitinhonha para enfrentamento das síndromes respiratórias

Profissionais dos 32 municípios participam de capacitação com foco em diagnóstico precoce, critérios de gravidade e manejo de surtos em populações vulneráveis

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Diamantina, deu início na quarta-feira (11/02) a mais uma edição do projeto Conexão Viral em Campo. A capacitação, que segue até quinta-feira (12/02), integra a estratégia estadual de preparação para o período sazonal de doenças respiratórias, que ocorre entre março e junho, e reúne profissionais da macrorregião de Saúde Jequitinhonha.

A abertura foi conduzida pela coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS Diamantina, Mariana Cristina Rocha, e pela assessora da Superintendência de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaina Fonseca. Ambas reforçaram a importância de interiorizar a qualificação e fortalecer as equipes regionais.
Janaína também ressaltou a chegada do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal que protege crianças contra bronquiolites causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). “Este é um momento estratégico. Estamos nos antecipando à sazonalidade e, ao mesmo tempo, garantindo que os profissionais estejam preparados para utilizar esse importante medicamento. Qualificar a ponta é assegurar que a proteção chegue a quem mais precisa”, disse.

Casos reais e olhar para o território

Médicos, enfermeiros e outros profissionais da rede participaram de atividades conduzidas pelo infectologista Frederico Toledo Rocha e pela enfermeira Isabella Marinho Diniz, integrantes da Força Estadual do SUS.

A estratégia do Governo de Minas é antecipar as capacitações nos territórios antes do período sazonal. No ano passado, a estratégia aplicada às arboviroses já apresentou bons resultados. Agora, o mesmo modelo de capacitações antecipadas é aplicado ao enfrentamento dos vírus respiratórios. O objetivo é que, durante o período epidêmico, a assistência seja mais ágil e assertiva, com reflexos diretos na redução de casos e da mortalidade.

A programação priorizou a discussão de casos clínicos reais, desde a detecção precoce de sintomas até o diagnóstico diferencial entre os principais vírus respiratórios. Estratégias específicas para grupos vulneráveis também foram apresentadas e discutidas. 

Organização da rede e vacinação

Para além da clínica, o encontro promoveu discussões sobre a organização do atendimento aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Foram abordados temas como verificação de insumos, fluxos de referência hospitalar e regulação, com o objetivo de que os municípios ajustem seus planos de contingência à realidade local.

A vacinação segue como principal medida de prevenção. A SES-MG orienta os municípios a intensificarem a busca ativa por crianças e idosos com esquemas vacinais pendentes contra influenza e covid-19.

Próximas etapas

O Conexão Viral em Campo prossegue ainda nesta quinta-feira (12/02) com visitas técnicas à Santa Casa de Caridade de Diamantina e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, serviços hospitalares que atendem os casos de síndrome respiratória aguda grave.
Janaína destacou a importância da imersão nos serviços. “Estar nas unidades, conhecer os fluxos, o acesso e a realidade da ponta permite enxergar gargalos e construir melhorias lado a lado. Esse contato direto com os territórios é o diferencial para 2026.”

De acordo com o cronograma do projeto, até o dia 18 de março de 2026, o Conexão Viral em Campo percorrerá todas as 28 Unidades Regionais de Saúde de Minas Gerais, consolidando uma rede de resposta rápida, descentralizada e qualificada para o cuidado da população.



Por Ricardo Maciel


Fotos: Ricardo Maciel

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