Alta na demanda reforça atuação da Funed em análises de suplementos alimentares

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) tem atuado em parceria com órgãos de fiscalização e investigação na apuração de irregularidades relacionadas a suplementos alimentares comercializados em Minas Gerais. As demandas são encaminhadas ao Instituto Octávio Magalhães (IOM) que, por sua vez, avalia quais análises podem ser realizadas de acordo com a capacidade laboratorial disponível. Após essa etapa, as amostras são encaminhadas para o início dos ensaios.

As análises mobilizam diferentes áreas técnicas da Funed. De acordo com a coordenadora da Divisão de Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa), Valéria Vieira, cada setor contribui com ensaios específicos para verificar a conformidade dos produtos, caracterizando um trabalho multidisciplinar.

Fluxo das análises

Serviço de Gerenciamento de Amostras (SGA) recebe as amostras e encaminha parte delas, inicialmente, para o Serviço de Microbiologia e Biologia Molecular de Produtos (SMBP). Segundo a chefe do setor, Daniela Peralva, essa etapa é fundamental para prevenir riscos de contaminação e garantir a confiabilidade dos resultados, uma vez que as embalagens precisam ser abertas em ambiente laboratorial controlado, seguindo rigorosos padrões de qualidade e segurança.

“O tipo de ensaio microbiológico a ser realizado depende do produto, da forma de apresentação, do objetivo da análise e da denúncia a ser elucidada. Realizamos a pesquisa e/ou contagem de diversos micorganismos, de acordo com as legislações vigentes”, explica Daniela.

Já no Serviço de Química Especializada (SQE), são conduzidas análises quantitativas para determinação de contaminantes inorgânicos presentes nos suplementos, como cálcio, cromo, magnésio e zinco. “O objetivo é verificar a presença desses componentes e suas concentrações, comparando os resultados com as informações declaradas nos rótulos”, explica a chefe do setor, Mariana Almeida.

A equipe do Serviço de Físico-Química de Produtos (SFQP) realiza ensaios relacionados ao conteúdo total dos produtos e à presença de alérgenos alimentares não declarados, como ovo, glúten, trigo, centeio e cevada, além de peso médio, histologia e pesquisa de matérias estranhas macro e microscópicas, cabíveis aos produtos em pó”, detalha a chefe do setor, Cristiane Goddard.

Por fim, o Serviço de Análise de Rotulagem (Sarot) realiza ensaios de rotulagem geral, rotulagem nutricional e de informações que podem levar o consumidor ao erro/engano. “Entre as alegações analisadas, estão informações como ‘rico em zinco’ e ‘sem açúcar’, por exemplo. Além disso, realizamos análise de advertência e de registro”, informa a chefe do setor, Danielle de Souza.

Conclusão dos trabalhos

Os resultados das análises laboratoriais são encaminhados aos órgãos responsáveis pelas investigações para subsidiar a continuidade das apurações. “A Funed tem sido cada vez mais demandada para atuar em análises relacionadas a suplementos alimentares, incluindo produtos encapsulados, creatinas e outras formulações comercializadas no mercado. Esse trabalho reforça o papel da instituição como laboratório de referência no apoio às ações de vigilância sanitária, fiscalização e proteção da saúde da população”, finaliza a chefe da Divisa, Valéria Vieira.

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