GRS Pedra Azul realiza capacitação sobre hanseníase

Capacitação hanseníase - Foto: Allan Gomes Campos

A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Pedra Azul realizou, nos dias 23 e 24 de março, no auditório Dr. Gilberto Campos de Oliveira, uma capacitação sobre as Ações de Controle de Hanseníase direcionada para profissionais médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) dos municípios pertencentes às microrregiões de saúde de Almenara/Jacinto, Itaobim e Pedra Azul. O treinamento foi coordenado pela referência técnica regional de Hanseníase, Maria da Glória Botelho Reyna, e ministrado pela médica pediatra e dermatologista Olívia Helena Veiga Rafael, em um módulo de oito horas com teoria e prática.

Segundo a referência Maria da Gloria Botelho Reyna, o objetivo da capacitação é aumentar a detecção de casos de hanseníase, tratamento, prevenção de incapacidades e cura. “Os médicos treinados serão os multiplicadores para equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e formarão uma equipe multiprofissional de referência municipal em hanseníase. A GRS Pedra Azul usará o documento orientador da Semana de Mobilização Nacional da Hanseníase para elaborar a programação de treinamentos para o ano de 2022”, explicou.

Para o evento foram convidados 25 municípios, sendo que 20 participam da capacitação: Almenara, Felisburgo, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Mata Verde, Palmópolis, Rio do Prado e Rubim (microrregião Almenara/Jacinto); Comercinho, Itaobim, Itinga, Medina, Monte Formoso e Ponto dos Volantes (microrregião de Itaobim); e Águas Vermelhas, Cachoeira do Pajeú, Divisa Alegre, Divisópolis  e Pedra Azul (microrregião de Pedra Azul).

Hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, podendo acarretar danos irreversíveis, inclusive exclusão social, caso o diagnóstico seja tardio ou o tratamento inadequado.

As lesões neurais decorrentes conferem à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

A infecção por hanseníase acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece.

O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que registram casos novos. Em razão de sua elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória.

Autor: Allan Gomes Campos

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