Nesta quarta-feira 10, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova encerrou uma série de encontros on-line voltados à capacitação sobre o manejo das rotinas obrigatórias do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Os conteúdos, direcionados aos técnicos municipais e digitadores de sistemas, destinaram-se a alinhar e adequar fluxos, dentro de um cenário de mudança de muitos profissionais.
Os encontros foram divididos em cinco dias, perfazendo um total de 16 horas, e contemplaram os seguintes tópicos: principais legislações sobre Declaração de Óbito (DO) e Declaração de Nascidos Vivos (DN); importância do preenchimento e fluxo correto das declarações; digitação e senhas de acesso; rotinas obrigatórias; SIM WEB como ferramenta para investigação de óbito materno-infantil e fetal; entre outros.
De acordo com a referência em Vigilância do Óbito da SRS Ponte Nova, Karine Cardoso Miguel, responsável por ministrar a capacitação, ambos os sistemas são fundamentais para a vigilância em saúde. “Por meio deles conseguimos identificar ações para o investimento de recursos públicos, direcionando-os conforme as taxas de natalidade e mortalidade registradas nesses sistemas. Por isso a responsabilidade de mantê-los sempre alimentados e atualizados, permitindo um panorama fidedigno de cada território”, frisou.
Ao se dirigir às referências municipais, Karine Cardoso alertou sobre a necessidade do preenchimento correto das DO’s para o real conhecimento acerca dos acometimentos fatais na população. “Assim, poderão ser gerados dados epidemiológicos e assistenciais consistentes, que embasarão a criação de diversas políticas públicas de saúde”, ressaltou. Como exemplo, a referência regional mencionou o atual cenário pandêmico. “Os sistemas têm sido de extrema relevância para a pandemia de covid-19, pois por meio deles conseguimos mensurar a gravidade da doença devido às altas taxas de mortalidade”, esclareceu. Outro exemplo trazido foi o registro de nascidos vivos que, segundo ela, auxiliam no cálculo para aquisição e distribuição de vacinas.
Autor: Tarsis Murad