Saúde apresenta resultados do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação

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O Governo de Minas alcançou uma importante melhora nos índices de cobertura vacinal, considerando os dois últimos meses. De acordo com os dados do Painel Vacinômetro em 3/9, o estado contabilizou 22.344.609 doses enviadas aos municípios, com 81,85% de cobertura vacinal de primeira dose na população acima de 18 anos e 36,67% considerando-se a segunda dose e dose única. Em julho, os dados indicavam coberturas de 35,1% e 13,6%, respectivamente. Em relação à completude de registro no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações – SIPNI, os índices também melhoraram. De 88,5% para 91%, no final de agosto. O avanço nos indicadores coincide com a implementação do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação (Gamov), que completou dois meses de atuação no dia 1/9.

Marcela Lencine Ferraz, diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da SES-MG explica a importância do Grupo no avanço da imunização no estado “Por ser um instrumento capaz de modificar a governança nas regionais e os processos de trabalho, o Gamov tem sido um dos responsáveis pela qualificação destes dados e pela evolução da vacinação no estado”. Ainda, segundo ela, a criação do Grupo se deu em um contexto desafiador para a campanha de vacinação contra a covid-19, sendo necessário empreender análise e monitoramento, visando aumento da cobertura e homogeneidade vacinal e democratização do acesso à informação nos serviços da ponta, com dados confiáveis para tomada de decisão.

A implementação do Gamov veio ao encontro da grande pressão trazida pela própria pandemia, considerada o maior desafio de saúde pública do século. A SES-MG identificou a necessidade de criar mecanismos capazes de acompanhar todo o processo que envolve o planejamento, distribuição e aplicação das vacinas e ter o conhecimento sobre o ritmo e o impacto da vacinação nos territórios mineiros.

Além disso, foi necessário realizar aproximação do Nível Central e Regional junto aos gestores e profissionais de saúde dos municípios, entendendo suas dificuldades e apoiando no que fosse necessário. Marcela Ferraz ressalta que, “neste contexto, a tomada de decisão precisa ser ágil e assertiva, com base em informações confiáveis que permitem a análise dos municípios sob óticas diversas”. Minas Gerais possui 853 municípios com especificidades territoriais distintas, o que demanda um desafio ainda maior para conclusão da maior campanha de vacinação da história.

Metodologia e resultados

O Gamov utiliza seis indicadores para avaliação do avanço da vacinação, por município: notificação (registro no Vacinômetro e SIPNI); aplicação de doses recebidas e cobertura de D1, D2 e Dose Única e um indicador de efeito, que acompanha a taxa de mortalidade por Covid-19 nos municípios nos últimos 28 dias. Além disso, semanalmente é preenchido um relatório de acompanhamento que compila as demandas reportadas para apresentação no Centro de Operações em Emergência de Saúde (COES).

Desde a implantação do Grupo, em 1/7/2021, o alinhamento das informações e o trabalho integrado tem gerado importantes resultados. Os Gamovs Regionais realizam as reuniões semanais com a participação da Atenção Primária à Saúde dos municípios, representantes do COSEMS e Vigilância Sanitária. Todos os grupos fazem uso dos indicadores propostos para avaliação dos seus municípios em relação ao avanço da vacinação. Desde então, é perceptível a melhora na análise de situação de saúde e reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos municípios após a implantação da estratégia.

A expectativa é de que, após a realização da Campanha Nacional de Vacinação contra Covid-19, o Gamov poderá atuar de forma permanente, avaliando a ocorrência de riscos de surtos por doenças imunopreveníveis. A atuação do grupo possibilita a sensibilização e discussão entre os profissionais de saúde. “Inclusive trata-se de uma estratégia que poderá ser implementada também nos municípios, com a criação dos Gamov Municipais. O objetivo é que a nova estrutura de governança se transforme em um legado para a política de imunização do estado de Minas Gerais, e que a estrutura criada e conhecimentos adquiridos auxiliem no monitoramento e avaliação das campanhas no Estado”, reforçou a diretora.

Exemplo para o Brasil

Atualmente o trabalho desenvolvido pelo Gamov tem sido referência para outros estados brasileiros que estão interessados em conhecer melhor a estratégia para implantação, entre eles, o Paraná. O Grupo tem apoio também do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS-MG), que reconhecem e apoiam o trabalho desenvolvido. Marcela Ferraz reforça que “a participação ativa desses atores e também das Regionais de Saúde é fundamental para o alinhamento e fortalecimento das ações”.

Autor: Jornalismo SES-MG

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