Os municípios pertencentes à microrregião de Viçosa e à área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, completaram seu segundo ciclo de oficinas para formação de tutores do Projeto Saúde em Rede.
Representantes das cidades de Araponga, Cajuri, Canaã, Paula Cândido, Pedra do Anta, Porto Firme, São Miguel do Anta, Teixeiras e Viçosa participaram dos encontros que aconteceram de 29/6 a 1/7, no Departamento de Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de Viçosa (UFV), dando continuidade ao principal desafio da ação, que é fortalecer a Rede de Atenção à Saúde (RAS) em todo o estado de Minas Gerais.
As oficinas foram conduzidas pela referência técnica da Coordenação de Atenção à Saúde (CAS) da SRS Ponte Nova, Karen Ségala, pela analista central da Subsecretaria de Gestão Regional (SUBGR/SES-MG), Rosângela Oliveira Cotta, e pelas apoiadoras da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG), Alice Werneck e Roberta Vaz. O objetivo das reuniões é organizar os processos de trabalho em unidades da Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), com foco na linha de cuidado materno infantil, estimulando a educação em saúde, o senso de equipe e o espírito colaborativo dentro da rede. No caso da AEE, o Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE) de Viçosa é a unidade participante.
“Hoje temos um modelo de atenção à saúde muito voltado à média e à alta complexidade, que por sua natureza é mais complexo e tecnológico. O que queremos, ao final desse processo, é promovermos uma rede que, verdadeiramente, integre os serviços às reais necessidades da população. Por isso, o Saúde em Rede chega em um momento muito oportuno, que vem planejar e reorganizar processos, qualificar e desenvolver competências das equipes e, claro, fortalecer a Atenção Primária como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede”, destacou Karen Ségala, que atua como analista regional do projeto.
Para o gerente do CEAE de Viçosa, Gian Batista do Carmo, o projeto é um divisor de águas. “Acredito que teremos uma aproximação ainda maior entre a APS, a AAE e toda a rede, além de podermos organizar melhor nossos processos e fluxos internos, melhorando o atendimento em benefício dos pacientes”, reforçou. Já o coordenador da APS do município de Teixeiras, Alessandro Dias, que atua como tutor do projeto, a iniciativa vem ao encontro dos anseios da atual gestão municipal, que busca a reorganização da rede de saúde. “Ressalto que toda a nossa equipe está bastante animada com a participação no projeto e empenhada em todo o processo que, certamente, trará inúmeros benefícios”, disse.
Segundo ciclo
Durante o encontro, foram realizadas atividades de mapeamento de território, discussão da importância do cadastramento de famílias e domicílios e apresentação de atividades de dispersão. Também houve momento de feedback, com o compartilhamento de ações desenvolvidas nas Unidades Laboratórios, por meio de oficinas ministradas pelos tutores municipais, bem como planejamento do próximo ciclo, programado para o mês de agosto.
Para Alice Werneck, da ESP-MG, é de suma importância que as questões que envolvem o cotidiano do trabalho nas unidades de saúde sejam discutidas e problematizadas nas oficinas tutoriais. “Os encontros permitem a construção e a pactuação coletiva de estratégias para a reorganização dos processos de trabalho, que devem ser registrados no plano de ação”, frisou.
Sobre o Saúde em Rede
O projeto Saúde em Rede iniciou-se em 2019 em um piloto na macrorregião mineira do Jequitinhonha. A expansão está sendo realizada pela SES-MG, em parceria com a ESP-MG, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), secretarias municipais de saúde e, sobretudo, com os trabalhadores do SUS que atuam na APS e nos serviços ambulatoriais especializados. A expansão pelo território mineiro se dará em três ondas. A primeira acontece em 19 microrregiões, entre as quais está a de Viçosa, com nove municípios.
Autor: Tarsis Murad