Caminhão promove mobilização e profissionais orientam sobre sinais e sintomas da Hanseníase

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Nesta segunda-feira (23/01), dentro das ações da Semana Nacional de Combate à Hanseníase, uma carreta de 25 metros, equipada com cinco consultórios para realização de exames dermatológicos na população, estará na Praça da Estação, em Belo Horizonte, de 10h às 17h, atendendo e orientando a população sobre a doença. O veículo conta também com um palco, onde serão realizadas atividades educativas.

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A carreta percorre o país anualmente, seguindo uma rota epidemiológica definida pelo Ministério da Saúde. Essa é uma ação conjunta de promoção à saúde entre o Ministério e o Laboratório Novartis, responsável pela produção e distribuição, em todo o mundo, dos medicamentos contra a hanseníase. O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Cipriani Frade, estará presente no local, acompanhando as atividades e disponibilizando informações sobre a doença para a população.

Dia Mundial

A Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase tem por objetivo alertar a sociedade civil sobre os sinais e sintomas da doença, e incentivar a procura pelos serviços de saúde; mobilizar os profissionais de saúde quanto a busca ativa de casos novos e a realização de exame dos contatos; divulgar a oferta de tratamento completo no Sistema Único de Saúde (SUS) e promover atividades de educação em saúde que favoreçam a redução do estigma e do preconceito que permeiam a doença.

A hanseníase é doença infecciosa, crônica, causada por uma bactéria – M. leprae – e que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos olhos, braços e pernas. A hanseníase tem cura e se tratada precocemente e de forma adequada, pode evitar as incapacidades e as sequelas. Qualquer mancha na pele ou área de pele aparentemente normal, mas com alteração de sensibilidade, pode ser hanseníase. Neste caso o paciente deve procurar uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Embora o número de casos de hanseníase tenha diminuído nos últimos anos no mundo e no Brasil, estamos ainda distantes do real controle desta doença. A hanseníase é uma das prioridades de ação na área de saúde do governo brasileiro, já há alguns anos. O Estado de Minas Gerais vem notificando cerca de 1.300 casos novos a cada ano nos últimos 5 anos. Em 2015, foram 1.215 novos casos, significando 5,47 novos diagnósticos em cada 100 mil habitantes, dos quais 3,9% (45) foram em menores de 15 anos.

 

Autor: Jornalismo SES-MG

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