ESP-MG dá continuidade aos trabalhos de resgate histórico

Imagem

Nesta sexta-feira (19/06), a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) recebeu a visita da historiadora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rita de Cássia Marques*, que irá atuar como colaboradora nos trabalhos de resgate do acervo documental da Instituição. A visita da historiadora começou com um breve encontro no gabinete da Diretoria e visita às duas unidades da Escola (Sede e Geraldo Valadão) para conhecer os espaços físicos e os locais reservados à documentação.

Segundo a historiadora, usualmente as pessoas não pensam na importância da preservação dos documentos públicos e a possibilidade de se perder os registros é muito grande. “Toda instituição seja pública ou privada produz conhecimento, seja por meio de documentos impressos, digitais ou fotografias, mas não existe a catalogação desse acervo”, diz.

Conhecida por ser uma das primeiras escolas de saúde pública do Brasil, a ESP-MG tem uma rica trajetória de quase sete décadas e parte desse acervo está em posse da Secretaria de Ensino da Escola e da Assessoria de Comunicação Social, que por sua vez, desde de fevereiro desse ano iniciou o processo de separação e catalogação das fotografias.

De acordo com o assessor de comunicação social da ESP-MG, Harrison Miranda, esse trabalho vem sendo conduzido com muita perícia e empenho pela equipe para que nenhum momento seja perdido. “Mesmo sem recursos técnicos estamos separando e identificando esse acervo fotográfico com nomes, datas e eventos. Além disso, todas as fotos registradas a partir desse ano já contam com um minucioso sistema de arquivamento para a posteridade”, comenta.

Comissão

Desde maio de 2014, a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos e Arquivos composta por servidores da Escola é responsável por conduzir os processos de resgate da memória da Instituição. A presidente da Comissão, Conceição Guimarães Resende, da Secretaria de Ensino, destaca que a presença da historiadora será um grande apoio na condução dos trabalhos.

“A experiência que ela nos traz, as metodologias do historiador, as técnicas de arquivologia e biblioteconomia irão agregar e aprimorar nosso trabalho”, ressalta. Rita de Cássia explica que as etapas do trabalho dependem das condições dos documentos da Escola. Após um diagnóstico situacional, o próximo passo será a criação de uma tabela de temporalidade para o acervo fotográfico da Instituição. 

 

*Perfil profissional: Rita de Cássia Marques é doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. Professora e coordenadora do Centro de Memória da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pesquisa e publica sobre história da saúde e da doença e patrimônio cultural da saúde. É organizadora do livro “Fundação Ezequiel Dias: Um século de promoção e proteção à saúde”.

Autor: Sílvia Amâncio

Rolar para cima