
Mais de 180 profissionais que atuam nos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMUs), no Corpo de Bombeiros e em hospitais de referência estão sendo treinados para avaliar os riscos e prestar atendimento médico/hospitalar a pacientes expostos a agentes químico, biológico, radiológico e nuclear (QBRN).
A capacitação faz parte do planejamento do Brasil para receber a Copa do Mundo 2014 e está sendo realizada no Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Nuclear (CDTN) da UFMG sob a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), a partir de hoje (03/02) e vai até o dia 06/02.
Segundo o Coordenador Estadual de Urgência e Emergência da SES/MG, Rasível dos Reis Santos Júnior, os profissionais que serão treinados atuam nas 12 Cidades Sedes da Copa e serão replicadores dos conhecimentos nas cidades de origem, formando uma rede interligada para enfrentar as situações de risco biológico durante o evento esportivo.
“A atuação em eventos de massa, como a Copa do Mundo exige profissionais de urgência e emergência aptos para identificar e manejar materiais perigosos. Por isso, o objetivo é capacitar a equipe de médicos e enfermeiros para atuar no atendimento pré-hospitalar de vítimas de agentes da natureza QBRN, sigla para química, biológica, radiológica e nuclear”, explicou.
O curso
Temas como a proteção contra armas químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, gerenciamento de crise, detecção, descontaminação, abordagem de vítimas, triagem QBRN e mobilização em caso de episódios de risco evidente de contaminação fazem parte da programação.

Profissionais do Grupo de Proteção Pública (GPP), do qual fazem parte a Secretaria de Estado de Saúde, o Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Federal, Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Nuclear (CDTN), Fundação Ezequiel Dias (FUNED) e GATE ministram o curso. Parte do treinamento também será realizado por profissionais do Centro Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que virão do Rio de Janeiro, convidados pela SES/MG.
O Coordenador do Centro de Desenvolvimento Nuclear (CDTN), João Roberto Loureiro de Matos, disse que o principal objetivo é permitir formar uma rede de contatos entre as instituições, trocar informação e conhecimento.
O representante do Grupo de Proteção Pública de Minas Gerais, Paulo de Tarso de Araújo, disse que o grande legado do evento “é definir o modus operandi de cada instituição e definir o papel de cada um nos atendimentos”.
Autor: Juliana Gutierrez
