O jovem Douglas Henrique Souza, 21 anos, que faleceu na madrugada desta quinta-feira (27/06), após ter caído de um viaduto durante manifestação (26/06) em Belo Horizonte, foi prontamente socorrido por equipe médica que estava de plantão na região da Pampulha. Ele recebeu o primeiro atendimento do SAMU, que o estabilizou e o transportou até o Posto Médico Avançado (PMA), instalado pela Secretaria de Estado da Saúde bem próximo do Mineirão e do local do acidente.
O jovem deu entrada no PMA, às 17h18. No local, recebeu os atendimentos iniciais, foi aspirado, entubado, estabilizado e recebeu ventilação mecânica. Às 17h46 ele saiu do PMA e foi de ambulância para o João XXIII e deu entrada no hospital às 18h02. De acordo com o coordenador de Urgência e Emergência da SES, Rasível dos Reis, que também estava presente e acompanhou todo o atendimento, “o rapaz apresentava lesões gravíssimas, se não houvesse este primeiro atendimento, ele nem teria chegado vivo ao Hospital. Mas infelizmente, ele não resistiu”, explicou.
Durante as manifestações que ocorreram em Belo Horizonte nos últimos dias, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SESMG) colocou em prática o Plano de ação para o Enfrentamento de Crises em grandes eventos de massa. O plano tem o objetivo de atender com agilidade e qualidade as pessoas que infelizmente se machucaram durantes os protestos.
Isso foi possível, porque há três anos a SES firmou uma parceria com o SAMU de Paris e com a Associação dos Hospitais de Paris com o objetivo de construir conhecimento na área de saúde para sediar eventos com grande público, como foi o caso da Copa das Confederações. Os hospitais João XXIII, Risoleta T. Neves, Odilon Behrens e o Eduardo de Menezes que funciona de retaguarda (este último seria acionado em caso de epidemias e acidentes biológicos com múltiplas vítimas ) estiveram de prontidão e atenderam aos casos de Urgência e Emergência.
Nesta quarta-feira, 26/06, a SES instalou próximo ao Mineirão um PMA ( Posto Médico Avançado). Neste local as pessoas receberam os primeiros atendimentos médicos e foram encaminhadas, conforme gravidade, para os hospitais de referência. O posto funcionou na equina das avenidas “C” com Abrahão Caran, na Pampulha e no Centro Esportivo Universitário (CEU) da UFMG, também estava de prontidão um heliponto, para pouso e decolagem de dois helicópteros, cada um com uma equipe médica formada por um médico e um enfermeiro. Aturam no PMA, que tinha capacidade de atendimento para 150 vítimas, sete médicos, mais 06 enfermeiros e 11 técnicos de enfermagem, além de 16 bombeiros. Também fizeram parte da estrutura utilizada, 04 ambulâncias, sendo duas de suporte avançado ( médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e motorista) e outras duas de suporte básico (motorista e auxiliar de enfermagem).
Autor: Vivian Campos
