O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, apresentou nesta terça-feira (23/6) os avanços da saúde pública no estado durante o programa Assembleia Fiscaliza, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em 2025, Minas alcançou um marco histórico, com R$ 11,8 bilhões aplicados em ações e serviços públicos de saúde.
Durante a reunião, conduzida pela Comissão de Saúde da ALMG, Baccheretti destacou que os investimentos têm permitido ampliar o acesso da população, fortalecer a rede assistencial e reduzir gargalos em diferentes áreas do SUS.
“Estamos pagando o mínimo constitucional da saúde e, além disso, quitando dívidas de governos anteriores com os municípios. São ações que buscam uma saúde pública cada vez mais estruturada e próxima dos mineiros”, afirmou.
Também foi apresentado os primeiros resultados da Central Estadual de Regulação de Ofertas (Core), que, no primeiro mês de funcionamento, já acompanhou mais de 120 mil pacientes e fortaleceu a integração entre Estado, municípios e hospitais. Com a implantação, o tempo médio de permanência na fila de regulação caiu 45%, passando de 2h45 para 1h30. A central também registrou aumento na entrada de solicitações, que passaram de uma média diária de 2,5 mil para cerca de 4,5 mil.
Investimentos
Na Atenção Primária à Saúde (APS), o Estado investiu R$ 1,3 bilhão na construção e qualificação de unidades básicas de saúde (UBS), com mais de 400 unidades financiadas em todas as regiões. Desde 2022, também foram financiados 684 micro-ônibus pelo Transporta SUS, ampliando o deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos.
Na urgência e emergência, Minas alcançou cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para toda a população, beneficiando mais de 21 milhões de pessoas. O Governo de Minas investiu R$ 354 milhões na expansão do SAMU e do Serviço Aeromédico Avançado de Vida (SAAV), além de R$ 269 milhões na aquisição de aeronaves.
Opera Mais Minas
A política Opera Mais Minas foi destacada como estratégia para ampliar o acesso a cirurgias eletivas. Com investimento de R$ 500 milhões, o estado ultrapassou 1,1 milhão de procedimentos realizados em 2025, quase o dobro do volume registrado em 2018, quando foram feitas 593 mil cirurgias.
“Antes da pandemia, Minas não chegava a 600 mil cirurgias por ano. O Opera Mais transformou essa realidade, reduziu filas e fortaleceu principalmente os pequenos hospitais do interior”, destacou Baccheretti.
Imunização e teste do pezinho
Na vacinação, Minas registrou mais de 16,4 milhões de doses aplicadas em 2025 e alcançou a segunda maior cobertura vacinal do país. O secretário também ressaltou o Teste do Pezinho Ampliado, ofertado pelo SUS para 64 doenças. A iniciativa recebeu R$ 64 milhões em investimentos e já triou mais de 205 mil recém-nascidos.
A apresentação também mostrou avanços na assistência materno-infantil. A razão de mortalidade materna caiu de 44,3 óbitos por 100 mil nascidos vivos, em 2019, para 32,9 em 2025. No mesmo período, o percentual de gestantes com pré-natal adequado passou de 38% para 60%.
Rede hospitalar
Na rede hospitalar, o orçamento da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) passou de R$ 1,27 bilhão, em 2018, para R$ 2,34 bilhões em 2025. As cirurgias na rede cresceram de 24 mil para mais de 41 mil procedimentos anuais.
Baccheretti também destacou o Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE) como parte das iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede pública de saúde em Minas Gerais. A unidade contará com 532 leitos, expansíveis para 650, incluindo 110 leitos de UTI, e terá capacidade para realizar 30 mil internações e 1,5 milhão de exames.

