Regional de Saúde de Divinópolis promove treinamento sobre a  febre amarela

Detecção precoce da circulação do vírus é a principal estratégia para evitar casos humanos e surtos de febre amarela

Nos dias 17 e 18 de junho, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis, em conjunto com a Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses e Controle Vetorial (CEVARB-CV) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), realizou o Treinamento Integrado para Fortalecimento da Vigilância da Febre Amarela, direcionado aos 54 municípios da macrorregião de Saúde Oeste.

Participaram da capacitação coordenadores de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde, agentes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde. Durante o encontro, foram abordados o cenário epidemiológico da febre amarela no estado e na macrorregião de Saúde Oeste, a vigilância da doença em humanos e em primatas não humanos, além do uso do aplicativo SISS-Geo e a importância da notificação de primatas em tempo real.

A referência técnica de arboviroses da SRS Divinópolis, Renata Fiúza Damasceno, destacou o cenário da febre amarela na região. Segundo ela, nos últimos dez anos foram notificados 112 casos na macrorregião Oeste, dos quais 12 foram confirmados, sendo que três evoluíram para óbito. “Os casos confirmados e os óbitos ocorreram em 2018, quando a região vivenciou um surto da doença”, ressaltou.

O referência estadual de febre amarela da CEVARB/SES-MG, Ramon de Oliveira, enfatizou a importância da detecção precoce da circulação do vírus ainda no ciclo enzoótico (entre vetores e primatas não humanos), para o desencadeamento oportuno de medidas de prevenção e controle. Ele destacou que, em 2026, já foram registradas 29 mortes de primatas não humanos confirmadas para febre amarela em Minas Gerais. “A detecção precoce da circulação do vírus é a principal estratégia para evitar casos humanos e surtos da doença”, afirmou.

Diante desse cenário, a vigilância de primatas é fundamental para antecipar possíveis surtos de febre amarela em humanos. Nesse contexto, é esperado que os profissionais de saúde, especialmente agentes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde, utilizem novas tecnologias para o registro de mortes ou adoecimento desses animais.

“O SISS-Geo é um aplicativo que permite o registro de mortes ou adoecimento de primatas não humanos (macacos), tanto por profissionais de saúde quanto pela população, com geração de alertas em tempo real e uso de modelos de previsão, possibilitando a definição de ações integradas para prevenção e controle da febre amarela”, acrescentou Ramon.

Por: Willian Pacheco

Foto: Willian Pacheco

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