Municípios da Regional de Saúde de Belo Horizonte participam do I Seminário Estadual Itinerante de Enfrentamento às Sífilis

Profissionais de saúde da Atenção Primária e da Vigilância Epidemiológica dos 39 municípios que fazem parte da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Belo Horizonte participaram do I Seminário Estadual Itinerante de Enfrentamento às Sífilis.

Promovido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), médicos, enfermeiros e outros profissionais tiveram a oportunidade de serem capacitados e discutir a importância das ações em saúde voltadas para a prevenção da sífilis e outras ISTs. O evento aconteceu na última segunda-feira, dia 15/06.

A coordenadora de ISTs AIDS da SES-MG, Mayara Cristina Marques de Almeida, destacou a importância do evento realizado. “O evento é importante para discutirmos a temática de sífilis considerando o cenário epidemiológico da doença devido ao crescimento exponencial do número de casos. Também é uma forma de trazer para discussão as ações de enfrentamento da doença e compartilhamos conhecimentos e experiências” disse.

De acordo com os dados oficiais do Boletim Epidemiológico de sífilis do ano de 2024, no estado de Minas Gerais, entre 2020 e 2024, foram notificados 99.086 casos de sífilis adquirida, 30.292 casos de sífilis em gestantes e 10.433 casos foram de sífilis congênita (quando a mãe passa para o filho durante a gestação ou parto). 

Considerando a SRS BH, foi observado  que entre os casos de sífilis adquirida, 65,9% foram do sexo masculino e 34,1 no sexo feminino. A idade média dos casos foi de 34,4 anos, sendo que 50% dos registros concentram-se na faixa etária entre 23 e 42 anos. Além disso, a maioria dos casos foi registrada em indivíduos residentes da zona urbana, correspondendo a 89,9% das notificações no território. 

A eliminação da transmissão vertical da sífilis, transmitida de mãe para filho, é uma meta prioritária da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Brasil. Assuntos como o incentivo ao uso de testes rápidos para ISTs que favorecem o diagnóstico precoce, o correto diagnóstico, tratamento e controle dessa e outras infecções também foram abordados durante o seminário. 

Em sua apresentação durante o seminário, Igor Francisco Chagas, farmacêutico e prestador de serviços da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), explicou sobre os objetivos deste evento que também é itinerante. “O seminário surge em uma perspectiva de tentar capacitar todos os territórios do estado de Minas e para isso ele foi dividido em eixos. Trazemos os indicadores assistenciais, a atuação clínica e experiências de outras cidades para sensibilizar a todos da importância do enfrentamento à sífilis.’

A assistente social Marlene Perpétuo Socorro de Queiroz, do município de São José da Lapa, atua na Equipe de Saúde da Família do município e disse o que vem percebendo por meio do seu trabalho. “Diante dos casos, a gente tem percebido um acréscimo muito grande de infecções por sífilis entre os jovens. Assim, devemos ficar atentos na forma de atender esse público, inserindo o assunto da prevenção das ISTs, dos riscos de se ficar infectado e não se tratar, principalmente para as mulheres durante e pós gestação”, explicou. 

A doença

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema Pallidum. Os sintomas às vezes são discretos e a procura tardia por tratamento pode causar complicações graves. Em gestantes há o risco da contaminação vertical, da mãe para o bebê (sífilis congênita). A sífilis tem cura e o tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para mais informações acesse: https://www.saude.mg.gov.br/sifilis/

Texto e foto: Alessandra Maximiano

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