Do dia 1 ao dia 3 de junho a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com o Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação da UFMG (OPESV-UFMG) e a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), promoveram oficinas, palestras e seminários, na cidade de Juiz de Fora, abordando o tema das coberturas vacinais. Nestes encontros, profissionais da saúde e acadêmicos da área de saúde têm a oportunidade de discutir, se aprofundar e se tornarem multiplicadores do conhecimento adquirido.
Trata-se de um encontro da macrorregião de Saúde Sudeste que abrange profissionais atuantes em 94 municípios, e que assistem a mais 1,5 milhão de pessoas. Além de médicos e enfermeiros, os agentes comunitários de saúde também são público-alvo dos dias iniciais do evento. No terceiro dia, também participaram representantes dos conselhos municipais de saúde, representantes de universidades e todos envolvidos na imunização.
Para Eduardo Campos Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG e palestrante do evento, Minas Gerais tem uma pactuação eficiente entre Estado e municípios, o que explica o porquê de Minas ter uma cobertura vacinal acima da média nacional. “Desde a criação do programa Vacina Mais Minas, em 2023, nossos índices de cobertura vacinal têm aumentado substancialmente, só no ano passado alcançamos o recorde de 17 milhões de vacinados no território”, explica.
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG destaca ainda que a política pública mineira de investimentos em vacinação somada às ações extramuros propicia ao Estado a melhora significativa dos seus índices. “Num cenário em que parte das pessoas no mundo estão deixando de se vacinar, percebemos aqui em Minas que a grande questão é a falta de oportunidade que elas têm devido a correria do dia a dia, mas a partir da ação nos vacimóveis, por exemplo, as vacinas chegam onde as pessoas estão”, conclui Eduardo.

A questão da hesitação vacinal
A hesitação vacinal acontece quando as pessoas se vacinam tardiamente ou recusam a vacina para si mesmas ou para seus filhos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lacuna de imunização gerada por estas faltas causam impacto substancial, causando mortes por doenças que poderiam ser prevenidas.
Os objetivos dos programas de imunização são aumentar a taxa de vacinação e salvar vidas. Porém, historicamente, o sucesso dos programas de imunização tem gerado um efeito curioso: afastou as pessoas do hábito de se vacinar – como não percebem mais a ocorrência de doenças, acabam “relaxando” no cuidado e na vacinação. O que, ao longo do tempo, pode causar o retorno de doenças que já haviam sido erradicadas.
Somado a outras questões como desinformação, a desconfiança no sistema de saúde, e influência de superstições ou líderes não respaldados pela ciência, têm desviado as pessoas de boas práticas de imunização. E, para enfrentar este desafio, a comunicação eficaz com a população torna-se essencial para dissipar receios, abordar preocupações e promover a vacinação.
Ações de imunização da SES-MG
O Programa Mineiro de Imunização (PMI) consolida estratégias para ampliar a vacinação em Minas Gerais. O programa tem normas de financiamento, estratégias, responsabilidades e monitoramento que visam o controle de doenças imunopreveníveis (que podem ser evitadas por meio da vacinação). Entre as diretrizes, destacam-se o fortalecimento da Rede de Frio, a modernização dos sistemas de dados e a integração entre vigilância e atenção primária.
Além do PMI, a SES-MG promove outras ações como esse encontro sobre coberturas vacinais que qualificam os profissionais da saúde, melhoram os processos de trabalho e fortalecem as ações de imunização.
Texto e fotos: Benjamim Jr
