Oficina prepara profissionais do Triângulo do Sul para enfrentamento das Meningites

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba promoveu, nos dias 13 e 14 de maio, a Oficina Integrada em Manejo Clínico, Diagnóstico Laboratorial, Imunização e Vigilância das Meningites e Doenças Invasivas Associadas da macrorregião de Saúde Triângulo do Sul. O evento reuniu 95 profissionais de saúde dos 27 municípios da macrorregião no auditório da Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) de Uberaba.

A programação contou com a participação da consultora técnica da Coordenação de Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mariana Sanches de Mello, além de especialistas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e da própria SRS Uberaba.

Durante os dois dias, médicos, enfermeiros, laboratoristas e técnicos de vigilância epidemiológica receberam atualizações voltadas para o manejo clínico, investigação epidemiológica, imunização, fluxo laboratorial, coleta de exames, interpretação de resultados e protocolos de atendimento, na perspectiva da integração entre as diferentes áreas nos estudos de caso, simulações e discussões práticas. 

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SRS Uberaba, Denise Maciel, destacou que a oficina foi realizada com base nas necessidades identificadas no contexto da saúde pública estadual e regional, para o enfrentamento das meningites e outras doenças invasivas de elevada relevância epidemiológica. Segundo ela, a proposta é “oferecer um espaço formativo presencial, colaborativo e interdisciplinar, voltado para a atualização das competências técnicas dos profissionais que atuam na assistência e na vigilância em saúde, a fim de fortalecer suas competências e qualificar a resposta assistencial necessária para o atendimento da população”.  

Thaís Barbosa, referência técnica em Meningites da SRS Uberaba, salientou que a sazonalidade deste momento tende a favorecer o aparecimento de doenças meningocócicas e pneumocócicas. Ela afirma que “é necessário manter as equipes profissionais sensíveis sobre como agir, para onde direcionar o paciente, quais os procedimentos e informações mais relevantes, e o mais importante, a vacinação”. Ainda segundo Thaís, as vacinas para essas doenças estão disponíveis pelo SUS e a população deve se imunizar para evitar formas graves e óbitos por essas doenças. 

O médico infectologista do Hospital de Clínicas da UFTM, Rodrigo Juliano Molina, falou sobre aspectos clínicos e diagnóstico laboratorial, identificação de sinais, classificação das doenças e quimioprofilaxia, durante o evento. Para ele, as meningites, especialmente as bacterianas, ainda são responsáveis por uma grande morbimortalidade. “Com este treinamento, foi possível informar aos médicos e outros profissionais de saúde, o que eles podem fazer, mesmo em regiões com baixos recursos, para assegurar que os pacientes cheguem nas unidades de referência já com o manejo adequado”, concluiu Rodrigo. 

Por Sara Braga

Foto: Sara Braga

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