1° Colegiado de Saúde Mental de 2026 da URS de Governador Valadares fala sobre gestão em saúde mental 

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Governador Valadares realizou, no dia 5/5, o 1° Colegiado de Saúde Mental de 2026, reunindo gestores municipais, profissionais da área e representantes do terceiro setor para discutir estratégias e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) na macrorregião de Saúde Leste.

De acordo com a referência técnica de Saúde Mental da SRS Governador Valadares, Deyse Rosa, o colegiado é um espaço fundamental de construção coletiva. “É um momento de troca de experiências que vai além de resoluções e recursos. A ideia é valorizar práticas que qualifiquem o atendimento ao usuário”, destacou.  

Dayse detalhou, também, a composição das atividades que integraram o encontro. 

“Nesta reunião, o foco foi a gestão em saúde mental. Durante a manhã, palestras abordaram a atuação do gestor e o papel do setor terciário. Já no período da tarde, o debate se ampliou para incluir a perspectiva dos trabalhadores da RAPS diante da participação do gestor, promovendo reflexões sobre a construção de um cuidado mais humanizado e digno”, explicou

Exposição

Um dos destaques do evento foi a exposição de trabalhos produzidos por pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e centros de convivência dos municípios da região. As obras, desenvolvidas em oficinas terapêuticas, incluem pinturas e esculturas feitas com materiais diversos. A iniciativa evidenciou práticas que vão além do tratamento medicamentoso, valorizando abordagens alternativas de cuidado e inclusão. 

Durante o encontro, também foram distribuídos cartazes alusivos ao 18 de maio, Dia da Luta Antimanicomial, e livros da Escola de Saúde Pública (ESP), enviados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que abordam diferentes temas relacionados à saúde mental e são destinados aos serviços dos municípios.

Robson Campos, psicólogo judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, destacou a importância do compromisso dos gestores na estruturação adequada dos serviços. “Não se trata apenas de captar recursos, mas de aplicá-los de forma eficiente, garantindo equipes completas e capacitadas para oferecer uma assistência integral”, afirmou. 

O psiquiatra e prefeito do município de Virgolândia, José Ismar Neto, comentou sobre a experiência do município na implantação dos serviços de saúde mental. Segundo ele, a trajetória começou com a criação de um CAPS tipo I em parceria com cidades vizinhas, evoluindo para a implementação de novos programas e, mais recentemente, a aprovação de um centro de convivência. “Foi importante apresentar nossos desafios e avanços, além de trocar experiências com outros municípios”, pontuou.

A previsão é de que o colegiado aconteça três vezes ao longo do ano, abordando diferentes temáticas a cada edição.

Por Paula Andressa – estagiária sob supervisão 

Fotos: Geovana Ferreira

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