A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Leopoldina, por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, reuniu nos dias 4 e 5 de maio, referências municipais para o fortalecimento das ações de imunização em seus territórios.
A Oficina de Trabalho “Estratégias para o aumento das coberturas vacinais nos ciclos de vida em Minas Gerais, Brasil”, integra um projeto desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (OPESV), da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (EEUFMG), e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
O encontro teve como público-alvo as referências técnicas que atuam diretamente na coordenação e execução das ações de imunização nos municípios que integram a GRS Leopoldina, com objetivo de fortalecer estratégias voltadas à ampliação das coberturas vacinais nos diferentes ciclos de vida, considerando as especificidades dos territórios.
Durante a oficina, os participantes puderam compartilhar experiências, discutir desafios e refletir sobre as práticas de imunização desenvolvidas nos municípios, promovendo a construção coletiva de estratégias para qualificar e fortalecer as ações de vacinação em Minas Gerais.
O município de Cataguases apresentou a sua experiência exitosa com o projeto “Vacimóvel no Meu Bairro”, uma estratégia que aproxima a vacinação da população e amplia o acesso aos serviços de saúde.
A coordenadora de Vigilância em Saúde, Amanda da Silva Souza, e a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Daniela Fernanda Reis Teixeira, destacaram a importância de espaços como este para o compartilhamento de práticas inovadoras, fortalecimento das ações territoriais e avanço das coberturas vacinais.
Para Alanna Gomes da Silva. professora da Escola de Enfermagem da UFMG e pesquisadora do Grupo de Pesquisa do OPESV, “esse projeto contribui para apoiar os municípios na organização do processo de trabalho voltado ao aumento das coberturas vacinais. Além disso, favorece a qualificação das equipes de saúde para lidar com esse desafio complexo”. Para a professora, as oficinas promovem troca de experiências e construção de estratégias adaptadas à realidade local. Também ajudam a identificar e superar dificuldades como o acesso da população e a hesitação vacinal. Iniciativas como essa fortalecem o trabalho das equipes e ampliam a proteção da população.
Para a referência técnica em imunização da GRS Leopoldina, Elizabete Guimarães Santos Vieira, o espaço de diálogo foi fundamental para o aprimoramento do trabalho nos territórios. Para Elizabete, “a oficina possibilitou a troca de experiências entre os municípios e a reflexão sobre as práticas de imunização nos territórios, oportunizando a construção coletiva de estratégias voltadas à ampliação das coberturas vacinais”, destacou
Para Cynara Carneiro Dias dos Reis, gerente regional de Saúde de Leopoldina, falar sobre cobertura vacinal é falar sobre um dos maiores desafios da saúde pública. Segundo ela, “esse não é um desafio simples, nem individual. Exige estratégia e construção coletiva, para que possamos olhar de forma contínua, integrada e sensível em todas as fases e contextos, da infância ao envelhecimento”.
A SES-MG não tem medido esforços para aumentar as coberturas vacinais. Por isso, por meio da parceria com a UFMG o projeto de Estratégias para o aumento das coberturas vacinais nos ciclos de vida em Minas Gerais, vem como mais um eixo estratégico para alcançarmos as metas vacinais, reforça Maria Caroline Santos Maciel- assessora técnica da diretoria de vigilância de doenças transmissíveis e imunização da SES/MG
Por GRS Leopoldina
Foto: Janine Fajardo/Aline Rezende
