NUVEPI da SRS Barbacena promove reunião sobre Saúde do Trabalhador e Doenças não Transmissíveis

No dia 9/04 o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NUVEPI) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Barbacena promoveu uma reunião conjunta das Vigilâncias em Saúde do Trabalhador e de Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT) para profissionais das secretarias municipais de saúde da região.

Segundo a referência técnica do NUVEPI, Silvania Roman de Carvalho, que conduziu a reunião, o objetivo foi orientar técnicos municipais sobre os indicadores propostos em nível federal e estadual: Programa VIGIMINAS, Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde – PQA-VS, Indicadores do Plano Estadual de Saúde de Minas Gerais e Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil. Outro objetivo foi a implantação da notificação de Doenças Falciforme e da Vigilância de Óbitos Relacionados ao Trabalho.

A respeito dos temas abordados e o trabalho dos municípios, a referência enfatizou que “é importante intensificar as ações dessas vigilâncias para o conhecimento da dimensão de ocorrência desses agravos e doenças, contribuindo para estratégias de saúde que venham proporcionar uma vida com mais qualidade”, destacou Silvania.

Vigilâncias em Saúde do Trabalhador e DANT

As Vigilâncias em Saúde do Trabalhador e de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e acompanham problemas que afetam a saúde da população ao longo do tempo. A Vigilância em Saúde do Trabalhador atua na prevenção de doenças, acidentes, prevenção da morbimortalidade e redução de riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora. Já a vigilância das DANT observa agravos como doenças crônicas (tais como cardiovasculares, câncer, respiratórias, diabetes) e causas externas (violência, acidentes), fortemente ligadas ao estilo de vida e fatores de risco modificáveis, buscando reduzir riscos e mortes evitáveis.

Essas políticas públicas afetam diretamente a vida da população nos municípios porque orientam onde e como o poder público deve agir para prevenir doenças e proteger a saúde. Programas e indicadores como o PQA-VS e o VIGIMINAS ajudam os municípios a identificar seus principais problemas de saúde, definir prioridades e melhorar a qualidade das ações de vigilância, tornando o cuidado mais organizado e eficaz perto da população.

Na prática, isso se traduz em ações preventivas mais eficientes, como campanhas de promoção da saúde, acompanhamento de doenças crônicas, melhorias nas condições de trabalho e fortalecimento da vigilância em saúde. Com metas claras e monitoramento constante, os municípios conseguem planejar melhor o uso dos recursos e responder de forma mais rápida às necessidades locais.

A notificação compulsória, especialmente da Vigilância de Óbitos Relacionados ao Trabalho, também tem impacto direto na população. Ela permite identificar situações de risco, evitar novas mortes e orientar medidas de proteção aos trabalhadores. Dessa forma, essas políticas contribuem para reduzir doenças, acidentes e mortes evitáveis, promovendo mais saúde, segurança e qualidade de vida nos municípios.

Texto e foto: Priscila Rezende

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