SRS Divinópolis promove capacitação sobre vigilância de óbitos por arboviroses

A ação teve como objetivo qualificar profissionais quanto aos processos de notificação, investigação e encerramento de óbitos na região.

Na última quinta-feira (12/3), o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis realizou uma capacitação sobre vigilância de óbitos por arboviroses. A atividade reuniu profissionais da vigilância epidemiológica, além de médicos e enfermeiros dos 54 municípios da macrorregião de saúde Oeste.

O objetivo foi qualificar os profissionais quanto aos processos de notificação, investigação e encerramento dos óbitos por arboviroses na região.

De acordo com a referência técnica de arboviroses e doenças febris hemorrágicas da SRS Divinópolis, Renata Fiúza Damaceno, a iniciativa é estratégica para o enfrentamento do cenário epidemiológico atual. “Atualmente, a macrorregião Oeste concentra cerca de um terço dos óbitos por dengue em investigação no estado. Ao fortalecer a vigilância desses óbitos, será possível compreender melhor os fatores determinantes dessas mortes e propor medidas mais eficazes de prevenção e controle”, destacou.

Renata ressaltou ainda que, a partir de abril, os processos de investigação e encerramento dos óbitos por arboviroses serão descentralizados para os municípios, que contarão com apoio institucional do Nuvepi/SRS Divinópolis por meio de capacitações e reuniões de matriciamento.

A coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS Divinópolis, Ana Camila Neves Morais, explicou que a descentralização ocorrerá de forma gradual e assistida. “Os municípios contarão com o suporte do Comitê Regional de Investigação de Óbitos por Arboviroses, que será instituído no âmbito da SRS até abril, especialmente para análise e encerramento de casos mais complexos”, afirmou.

Durante a capacitação, a referência técnica da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses e Controle Vetorial da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Rocha dos Santos, enfatizou que a maioria dos óbitos por arboviroses pode ser evitada.

“A redução da letalidade depende da integração de ações como a eliminação do vetor, a vigilância ativa, o diagnóstico precoce, a adoção de protocolos atualizados de manejo clínico e uma rede assistencial preparada, que garanta acesso oportuno aos casos suspeitos”, ressaltou.

Texto: Willian Pacheco

Foto: Willian Pacheco

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