Secretaria de Saúde promove encontro intersetorial para fortalecer combate à tuberculose em Minas

Oitava edição do workshop para controle da doença ocorre no Teatro Feluma

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, entre os dias 17 e 19 de março, a oitava edição do Workshop para o Controle da Tuberculose em Minas Gerais: Vigilância, Prevenção e Cuidado Integral no SUS. O evento acontece no Teatro Feluma, da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais em Belo Horizonte, e consolida uma ação conjunta que envolve a Saúde Estadual, membros do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e das várias regionais e dos municípios do estado de Minas Gerais. 

Durante a cerimônia de abertura, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi destacou que o evento é mais um passo importante no combate à tuberculose. “Nosso objetivo é promover uma análise intersetorial de forma a estabelecer políticas públicas ainda mais eficazes no estado de Minas Gerais que é um dos estados pioneiros no combate de várias doenças de determinação social”, pontuou. 

O representante da Opas, Kleydson Andrade, ressaltou o engajamento estadual, que faz toda diferença no enfrentamento à doença. “Do ponto de vista epidemiológico e também do ponto de vista das parcerias, Minas é um estado extremamente importante, por isso que pra mim é tão significativo dizer que eu só não estive no primeiro, como em todos os outros encontros”, comentou. 

A oitava edição do encontro reafirma o compromisso em combater o agravo que continua sendo um importante problema de saúde pública, no Brasil e no mundo.     

Tuberculose e determinantes sociais de saúde 

De acordo com a diretora de Vigilância de Condições Crônicas da SES-MG, Maíra Veloso, a tuberculose permanece sendo um desafio ao sistema público de saúde por ser uma doença marcada pelos determinantes sociais de saúde. “Essa é uma doença mais predominante na população em situação de vulnerabilidade, porque ela está atrelada às desigualdades sociais, ainda que qualquer pessoa possa ser atingida”, apontou. 

Na prática, isso significa que a doença tende a atingir pessoas que, por uma combinação de fatores socioeconômicos, como baixa renda, desemprego e falta de acesso a direitos básicos, como educação, saúde e saneamento, estejam em situação de risco, exclusão social e com capacidade limitada de resposta a adversidades.  

“A tuberculose também é extramente perigosa para os imunossuprimidos, pessoas com o sistema imunológico comprometido como portadores de HIV e pacientes de câncer”, completou Maíra Veloso. 

Rebeca Silva dos Santos, representante do Ministério da Saúde, ressalta a importância de considerarmos esse aspecto social mesmo em um evento técnico-científico como o workshop. “A gente vai falar sempre sobre casos, sobre desfechos, mas tem nos tocado muito nos últimos tempos o entendimento de que a gente está falando de pessoas que adoecem, de famílias que têm sua vida atravessada pelo adoecimento”, explicou. 

Essa preocupação com o acompanhamento dos pacientes e das famílias é especialmente importante no tratamento da tuberculose, que é longo e dura, no mínimo, seis meses, senndo qualquer interrupção extramente prejudicial. 

Programação  

O workshop vai até a próxima quinta-feira (19/3) e conta com uma programação diversa, que abrange vários grupos sensíveis como a população privada de liberdade, a população indígena e a população que vive com HIV. 

Além da participação desses grupos, haverá apresentação das inovações no combate à doença no estado de Minas Gerais, abordagem dos panoramas nacional e continental sobre a tuberculose, assim como instruções sobre manejo e as diretrizes atualizadas no combate e prevenção desse agravo. 

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