CRIE e maternidades da Regional de Montes Claros recebem  a primeira remessa de nirsevimabe para bebês e crianças

O Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) Regional de Montes Claros e as maternidades da Santa Casa e dos hospitais Universitário Clemente de Faria, das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira e Sagrado Coração de Jesus, mantido pela Fundação de Assistência Social de Janaúba (Fundajan), são as primeiras instituições da área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros que, na quarta e quinta-feira, 11 e 12/2,  estão recebendo a primeira remessa de 766 doses de nirsevimabe. 

Trata-se de um anticorpo monoclonal humano, de longa duração, que oferece proteção imediata a recém-nascidos prematuros e crianças contra o vírus sincicial respiratório, principal causa de bronquiolite e de internações.

O imunizante, que até então era oferecido em clínicas particulares a um custo variável entre R$ 2,6 mil e R$ 3,5 mil, em fevereiro do ano passado foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) por decisão do Ministério da Saúde. A partir deste mês, o nirsevimabe passou a ser disponibilizado nas maternidades que prestam serviços públicos e atendem gestações de alto risco. Além de instituições do Norte de Minas, outras 20 maternidades no estado também estão sendo contempladas com o recebimento do imunizante.

O anticorpo é indicado para bebês prematuros (idade gestacional de até 36 semanas e seis dias) e crianças menores de 24 meses que apresentam alguma das seguintes condições clínicas especiais: cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica; doença pulmonar crônica da prematuridade; imunocomprometimento grave inato ou adquirido; síndrome de Down; fibrose; anomalias congênitas das vias aéreas; doenças pulmonares ou neuromusculares graves. 

A coordenadora de Vigilância em Saúde na SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes avalia que “a incorporação do nirsevimabe no SUS representa um grande avanço na proteção de recém-nascidos prematuros e crianças com condições clínicas especiais, com administração de apenas uma dose”.

Dados do Ministério da Saúde apontam que “o vírus sincicial respiratório é responsável por 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. Em 2025 o Brasil registrou 120.176 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por vírus respiratórios de importância em saúde pública. Desse total, 43.946 casos (36,6%) foram diagnosticados como vírus sincicial respiratório, compreendendo mais de 36 mil hospitalizações envolvendo crianças menores de 2 anos, o que corresponde a 82,5% dos casos”, alerta o Ministério da Saúde.

Repasse

Durante reunião realizada segunda-feira, 9/2, com coordenadores de maternidades e profissionais de imunização dos municípios de Montes Claros e Janaúba, Mônica de Lourdes Rochido, referência técnica de Vigilância em Saúde na SRS de Montes Claros observou que “inicialmente estão sendo repassados imunizantes para quatro maternidades que, no conjunto, mensalmente realizam em média 120 partos de recém-nascidos prematuros. Mas esperamos que, brevemente, outras maternidades da região passem a receber o nirsevimabe, assim que tenham salas de vacinação estruturadas”. 

Para a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros, que detém a gestão dos prestadores de serviços hospitalares, estão sendo disponibilizadas 196 doses de nirvervimabe. Para a Santa Casa serão repassadas 103 doses do imunizante; 49 serão destinadas à maternidade do Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira e 44 para o Hospital Universitário Clemente de Faria.

Para o CRIE Regional de Montes Claros, que atende demandas de 86 municípios da macrorregião de Saúde Norte, estão sendo disponibilizadas 503 doses de nirsevimabe. As solicitações de fornecimento do imunizante serão encaminhadas pelos serviços municipais de Atenção Primária à Saúde. 

À Secretaria de Saúde de Janaúba, a SRS repassou 67 doses de nirsevimabe, visando o atendimento de demandas do Hospital e Maternidade Sagrado Coração de Jesus. 

Para assegurar a rastreabilidade do imunobiológico, Mônica Rochido destaca a necessidade de as maternidades realizarem o registro das doses aplicadas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), no e-SUS Atenção Primária à Saúde (APS) ou em sistema próprio; registro no cartão de vacina do bebê e no prontuário médico.

Por: Pedro Ricardo

Foto: Pedro Ricardo/SRS Montes Claros

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