Capacitação no combate à febre amarela prepara profissionais da rede assistencial 

Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora participa das ações de prevenção da SES-MG

Com a chegada do período chuvoso a atenção ao Aedes aegypti precisa combinar ações de vigilância por parte da população e do Estado de Minas Gerais. Com este foco, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) organizou, com apoio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Juiz de Fora, uma Oficina de Manejo Clínico de febre amarela ministrada pela Força Estadual do SUS, – que ocorre esta semana também em outras regionais de Saúde do estado. Os trabalhos em Juiz de Fora ocorreram na terça-feira, 20/1, e contaram com a participação de médicos e enfermeiros da rede assistencial dos 37 municípios que correspondem à região de saúde. 

Para Renan Guilherme Barbosa Reis, dirigente da SRS  Juiz de Fora, a capacitação da Força Estadual do SUS, qualifica as ações de atendimento aos infectados e visa o enfrentamento dos agravos para que não evoluam para formas graves e, principalmente, que se evitem os óbitos. “A SRS Juiz de Fora dá o apoio técnico e de governança para atualizar as referências municipais quanto a protocolos e procedimentos”. O dirigente ressalta ainda a importância da vacinação e da investigação de casos suspeitos. “Os sintomas que sinalizam a doença e os eventos sentinelas possibilitam a busca ativa da população que pode estar infectada”. 

Os eventos sentinelas aos quais Renan se refere são a presença de macacos mortos nas matas. Eles, por serem muito frágeis aos vírus da febre amarela, apontam lugares de possível presença de mosquitos infectados. Assim, as secretarias municipais devem ser informadas desses casos para providências. Atenção: os macacos não transmitem a doença, são apenas sinalizadores da presença do vírus.

Mapeamento matemático

O Grupo de Modelagem de Febre Amarela (GRUMFA) conta com profissionais da saúde e pesquisadores e tem como objetivo aprimorar as ferramentas de modelagem dos dados para avaliar áreas de risco de transmissão do vírus. Segundo os últimos estudos, parte dos municípios pertencentes à região de saúde abrangida pela SRS, está numa área de risco de dispersão do vírus. Ou seja, existem “corredores ecológicos” vindos de regiões com notória presença do vírus que podem favorecer uma rápida propagação na região em torno de Juiz de Fora. E isso deve orientar a parceria entre as ações da população e dos municípios.

Portanto, o cuidado de não deixar água parada nas residências e também limpar os entulhos deve ser levado a sério.  A febre amarela pode apresentar sintomas iniciais semelhantes aos da dengue, mas exige cuidados clínicos distintos. Os sintomas costumam surgir entre três e seis dias após a infecção.  Alguns sintomas que indicam a doença são: quentura no corpo, dor de cabeça, enjoo forte, e olhos e pele amarelos. 

Vacine-se 

A febre amarela tem uma taxa de letalidade preocupante, supera os 20% – um quinto dos infectados correm risco de morte. Existe vacina confiável e já consolidada cientificamente. Por isso, a orientação é que quem não se vacinou contra a febre amarela, ou perdeu seu cartão de vacinação, ou não sabe se vacinou, ou vai viajar para uma região com foco, que procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. A vacinação neste momento está abaixo dos 95% preconizados pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) – o que é preocupante – e considerado ponto essencial para diminuir a circulação do vírus e salvar vidas. Faça a sua parte, vacine-se!

Texto: Benjamim Jr

Foto: Benjamim Jr

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