Planejamento antecipado e colocado em prática durante todo o ano; incorporação de novas tecnologias; reforço e ampliação de parcerias entre instituições governamentais e representativas da sociedade civil e intensificação das ações de mobilização social, visto que os problemas causados pelas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti vieram para ficar e podem piorar a cada ano.
Essas foram algumas das abordagens destacadas na quinta-feira, 25/9, por gestores e profissionais de saúde durante a realização do Seminário Macrorregional das Arboviroses, que continua na sexta-feira, 26/9, em Montes Claros. O evento reúne dezenas de profissionais e gestores de municípios integrantes das áreas de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros e Gerências Regionais de Saúde de Januária e Pirapora.
Na abertura do Seminário, o presidente regional do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Guilherme Leal, lembrou que “as arboviroses (dengue, chikungunya, Zika vírus, febre amarela e Oropouche) deixaram de ser um problema apenas dos profissionais e gestores de saúde mas, sim, de toda a sociedade. Por isso, entre outros fatores, o planejamento anual das ações deve levar em conta os desarranjos climáticos que o país e o mundo vivenciam”.
Na mesma linha de raciocínio a presidente do Cosems Regional de Januária, Thielly Aguiar, reforçou que “as arboviroses se consolidaram como um gargalo a ser enfrentado anualmente pelo estado e municípios, incluindo o compartilhamento de iniciativas exitosas visando minimizar os impactos econômicos e sociais”.
O secretário municipal de saúde de Montes Claros, Eduardo Luiz da Silva, observou que, alinhado a uma ação conjunta do Cosems com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), “o Seminário Macrorregional das Arboviroses está sendo realizado num momento que possibilita aos municípios aprimorar o planejamento dos serviços de vigilância epidemiológica e de saúde, a fim de que se possa vislumbrar o alcance de melhores resultados”.
A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Marques, observou que “no contexto em que o enfrentamento das arboviroses se torna mais desafiador a cada ano devido às imprevisibilidades de impactos causados, a realização do Seminário possibilita aos gestores e profissionais de saúde o reforço de parcerias e o aprimoramento dos serviços prestados à assistência à saúde da população”.
Ioná Lisboa, gerente regional de saúde de Januária, pontuou a necessidade dos municípios reforçarem a capacitação e as condições de trabalho das equipes de vigilância epidemiológica, de saúde e de atenção primária.
Por sua vez, Tariana Diniz, gerente regional de saúde de Pirapora falou sobre a importância dos municípios utilizarem os recursos financeiros disponibilizados pela SES-MG para a incorporação de novas tecnologias para eliminação e controle de focos de proliferação do Aedes aegypti.
Programação
O primeiro dia o Seminário contou com apresentação dos cenários epidemiológico estadual e macrorregional das arboviroses; atualização dos planos de contingência para o período sazonal 2025/2027 e as ações de vigilância epidemiológica e de saúde a serem implementadas.
Aliando atividades teóricas e práticas, Agna Menezes, coordenadora de vigilância em saúde na SRS de Montes Claros explica que nesta sexta-feira, 26, o Seminário terá como foco a atualização de profissionais de saúde sobre o diagnóstico de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, incluindo a sobreposição de arboviroses com vírus respiratórios.
Por: Pedro Ricardo
Foto Pedro Ricardo
