Cievs Regional de Montes Claros alerta municípios sobre o aumento de óbitos ocasionados por abelhas

Mesmo ocupando a terceira colocação no número total de acidentes com animais peçonhentos notificados entre 2021 e a primeira quinzena deste mês no Norte de Minas, os óbitos causados por picadas de abelhas (oito) é maior do que os acidentes ocasionados por escorpiões (sete). O alerta foi dado na quarta-feira, 24/9, a referências técnicas de vigilância em saúde dos municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, durante reunião do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) vinculado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Regional de Montes Claros. 

Por meio de videoconferência, a enfermeira Amanda de Andrade Costa, referência técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS, observou que, enquanto no período de 2021 até a primeira quinzena de setembro deste ano a região contabilizou 28.130 acidentes com escorpiões, a quantidade de óbitos caiu: dois casos registrados em 2021 e, cinco no ano de 2023.

Já os acidentes com abelhas somaram 1.095 notificações entre 2021 e a primeira quinzena de setembro deste ano. Porém, o número de óbitos está aumentando: um caso em 2021 e outro em 2022; três óbitos contabilizados em 2024 e outros três até a primeira quinzena de setembro deste ano.

“O alerta sobre o aumento dos acidentes com abelhas leva em conta o fato de que ainda não existe, oficialmente, um soro específico para tratamento desse agravo”, disse Amanda. Segundo ela, os institutos Butantan e Vital Brasil ainda estão na fase final de realização de testes clínicos do soro antiapílico o que, se tiver eficácia comprovada, tornará o Brasil o primeiro país a ter um produto específico para o tratamento desse tipo de acidente. “Enquanto isso não acontece, a prevenção continua sendo a melhor estratégia para a preservação da vida das pessoas”, reforçou Amanda Costa.

A coordenadora de vigilância em saúde e do Cievs Regional de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, observa que por se tratar de um problema de saúde que vem aumentando nos últimos anos no Norte de Minas, “é importante que os municípios reforcem, nas ações de educação em saúde, o repasse de orientações às populações residentes nas zonas urbanas e rurais”.   

Prevenção

Entre as medidas de prevenção que o Cievs recomenda para implementação por parte dos municípios está a remoção de colônias de abelhas situadas em lugares públicos ou residências. Mas esse trabalho só deve ser executado por profissionais treinados e equipados. 

A população deve ser orientada a evitar aproximação de colmeias de abelhas; evitar barulhos e odores fortes; caminhar e correr na rota de voo das abelhas. 

Em atividades rurais os trabalhadores devem ficar atentos quanto à presença de abelhas, principalmente nos momentos de arar a terra com tratores. 

Diante de um enxame, as pessoas devem procurar abrigo em lugar fechado e seguro; não ficar submersas na água ou agachadas e não atacar as abelhas com inseticidas, fogo ou pedradas.

Por: Pedro Ricardo

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