A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG), por meio da Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia, realizou nesta quarta feira (19/06), o Seminário de Vigilância de óbitos Maternos e Infantis. O evento buscou capacitar as referências técnicas municipais da Vigilância de Óbitos Maternos e Infantis na investigação dos óbitos das cidades que compõem a jurisdição da SRS Uberlândia.
Durante o encontro foram abordados temas relativos ao cenário epidemiológico das mortalidades infantil e materna da SRS Uberlândia e do Estado de Minas Gerais, o embasamento legal dos fluxos e das investigações, a formação do comitê municipal, e a qualidade na investigação dos óbitos.
Segundo o integrante do comitê regional e médico pediatra, Antônio Miguel Tannús, a redução dos índices das mortalidades materna e infantil é um objetivo a ser alcançado, sendo indicador da qualidade da assistência oferecida aos usuários. “Cursos e capacitações de investigação de óbito fetal, infantil e materno são estratégias essenciais. Possibilitará identificar problemas, e gerar recomendações para aperfeiçoar a assistência à saúde” destacou.
Na opinião do ginecologista Aloísio Gomide, membro do Comitê Municipal de Prevenção de Mortalidade Materna de Uberlândia, o seminário serviu para integrar, atualizar, esclarecer dúvidas entre os membros do comitê de prevenção na região. “Eventos como esse servem também para visualizar estratégias e trocar experiências para a prevenção destes óbitos em nosso estado”, ressaltou Gomide.
Para a enfermeira e referência técnica de vigilância de óbitos do município de Romaria, Marina Resende Pires, o ganho com o esclarecimento das dúvidas é de grande valia. “Vimos a importância de investigar corretamente os óbitos, pois através dela poderemos identificar a raiz dos problemas, diminuindo assim as taxas de mortalidade e evitando outros óbitos” afirmou.
“Em virtude de compreender a importância do princípio da vida e os eventos adversos que a serpenteiam, é de fundamental importância este momento. Podermos rever a ética no contexto da bioética e compreender o envoltório psicológico que nos rodeia em momentos que nos exige o profissionalismo é muito importante, e mais ainda, reforçar o comitê regional para que assim os municípios de pequeno porte possam ter as parcerias para ajudá-los. Parabéns pela iniciativa”, afirmou categoricamente o coordenador de Epidemiologia do município de Indianópolis, Silvace Dias de Ávila.
Autor: Cássio Machado