SES promove capacitação e simula situações com múltiplas vítimas em quatro hospitais de BH

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Dando sequência à oficina de capacitação voltada para a cobertura jornalística em situações que envolvam múltiplas vítimas, desastres e catástrofes, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu, nesta terça-feira, dia 22, a ativação do Plano Branco (que consiste em reorganizar tecnicamente a área da saúde, com o intuito de otimizar e atender uma quantidade considerável de vítimas)  com simulação de pacientes acidentados em quatro hospitais de BH.

Os atores simularam estar com traumas e queimaduras e foram recebidos por equipes treinadas.  Quinze dessas “vítimas” foram para a porta de entrada do Eduardo de Menezes (entubados e com ventilação mecânica), 40 para o Odilon Bherens, outros 40 enviados ao Risoleta Neves e 80 para o Pronto Socorro João XXIII.

 

O consultor em Urgência e Emergência da SES-MG, Welfane Cordeiro Júnior, acompanhou a ação no hospital Risoleta Neves e explicou que a simulação, chamada também de ‘stress real’, irá testar a capacidade dos hospitais usando eixos complicadores como o grande volume de pessoas que necessitam de atendimento para traumas. “O hospital tem rapidamente que desencadear seu plano de atendimento de forma que toda a cadeia de resposta seja acionada. Em geral este plano para situações que envolvam múltiplas vítimas é também um preparo mundialmente realizado em cidades que recebem grandes eventos, como a Copa do Mundo”, diz acrescentando que neste ano a SES/MG já promoveu simulados para o pré-hospitalar e agora testando os hospitais de forma mais enfática. “Um dos desafios é que, sem deixar de lado o atendimento do fluxo cotidiano do hospital, é preciso operar de forma positiva em maior escala”, diz.

Para a coordenadora do Pronto Socorro do hospital Risoleta Neves, Silvia Zenóbio Nascimento, fazer este simulado é uma ação positiva, pois nos estimula a criar meios de trabalhar e atender em situações quando a demanda é maior que a oferta.  “É importante também para avaliarmos nossos erros e onde podemos aprimorar e rediscutir o plano atual de atendimento a múltiplas vítimas”.

Avaliações

Foram avaliados e testados pela SES/MG e corpo médico dos hospitais, aspectos como: segurança (na entrada e dentro do Pronto Socorro (PS), capacidade de isolar o PS e sensação de segurança dos profissionais) a Triagem (presença de médicos, enfermeiros e envelopes de registros) áreas de atendimento denominadas por Vermelha, Amarela e Verde (classificação do estado do paciente), equipamentos e consumíveis (respiradores disponíveis, sangue e fuidos (soros intravenosos) em quantidade suficiente, material de sutura, limpeza e de mobilização, roupas e macas) além de centro Cirúrgico (sala operatórias livres, sala de recuperação anestésica preparada para conversão em terapia intensiva, equipes de médicos – anestesistas e cirurgiões, enfermagem e instrumental-cirúrgico suficientes), e por fim Unidade de Terapia Intensiva (avaliando leitos livres, equipes disponíveis, estoques e capacidade de autonomizar doentes com altas ou extubações).

Autor: Guilherme Torres

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