Sara Braga
Com o objetivo de melhorar a assistência médica aos casos de dengue no Estado, uma equipe da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) esteve nesta sexta-feira, 23 de março, na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba para capacitar médicos no manejo clínico da doença. Compareceram profissionais dos municípios pólo de microrregiões de Uberaba, Araxá e Frutal, além de referências técnicas regionais de Vigilância em Saúde, assistência e mobilização social. A referência técnica em dengue da SES, Geane Andrade, apresentou o panorama atual da dengue no estado. Segundo ela, “existe circulação comprovada do mosquito Aedes aegypti em 663 municípios de Minas Gerais, sendo que ele já circula em territórios de todas as regiões do Estado. Também contamos com a presença de quatro sorotipos virais e a entrada do sorotipo quatro foi confirmada em setembro de 2011, no município de Frutal”. O médico epidemiologista da SES/MG, Dario Brock Ramalho falou sobre o manejo da doença e enfatizou que “a desidratação, e não a hemorragia é o mecanismo habitual de morte por Dengue. Os óbitos são evitáveis com hidratação precoce e essa hidratação pode começar até mesmo na fila de espera”. A partir do próximo mês, dois médicos darão suporte extra nos casos de dengue de toda a Macrorregião Triângulo do Sul, auxiliando médicos dos municípios no acompanhamento e encerramento de casos. Além disso, replicarão a capacitação de manejo clínico da dengue às equipes municipais. Para o médico coordenador da Central de Regulação Macrorregional de Uberaba, José Natal França, o suporte extra é importante porque, “já contamos, na regional de Uberaba, com suporte técnico na área de vigilância, que são os agentes de endemias, mas não contávamos, até agora, com suporte na assistência. Agora teremos respaldo para qualquer problema que tivermos”. A coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da SRS Uberaba, Daniela Abdanur acredita que “as orientações para manejo clínico são as mesmas, o que muda é o acolhimento do paciente, iniciando rapidamente a hidratação e orientando quanto ao retorno para acompanhamento da evolução da doença”. Já Mirley Azambuja, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia da SRS Uberaba enfatiza a importância do manejo correto dos pacientes, para que se possa dar um melhor suporte aos mesmos.
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Autor: Sara Braga