Seminário aproxima estado e municípios para enfrentar a dengue

Crédito: Leandro Heringer

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, por meio da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH), de hoje (29-09) a sexta-feira (02-10) Seminário de Diretrizes Estaduais para Controle da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus, no Othon Palace, em Belo Horizonte.

O evento é uma continuação da Oficina para Elaboração das Diretrizes Estaduais para Controle da Dengue, Febre Chikungunya e Zika, ocorrida em julho. Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador, Rodrigo Said, o objetivo é, após reconstruir as diretrizes estaduais, construir estratégias de implementação com os municípios. “Iniciamos pela Regional de Belo Horizonte, devido à concentração populacional. Mais de 6 milhões de pessoas. A etapa preparatória é feita para resposta integrada para possível aumento de casos ou epidemia da doença em 2016”, disse.

Said explica que o ano de 2015 está com o número de notificações maior que nos 2 últimos anos, principalmente no período considerado de baixa incidência. “Temos dois fatores de alerta. A curva de incidência está um patamar maior e a escassez hídrica”. A respeito da questão da hídrica, o Superintendente ressaltou a importância do cuidado na limpeza e no armazenamento da água. “É preciso tampar os reservatórios e manter a limpeza com bucha na borda e nas paredes antes de encher novamente o local”.

Para a Subsecretária de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Celeste de Souza Rodrigues, a ação conjunta entre municípios e estado ajudar a diminuir o número de mortes. “Os óbitos de dengue são evitáveis. É preciso sinergia entre estado e municípios no apoio às ações”.

Tendo como principal função ser a ligação entre estado e municípios, as Regionais de Saúde possuem papel estratégico no processo. Segundo a superintendente da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Sônia Gesteira Matos, o encontro é oportuno para colocar a Regional ainda mais próxima dos municípios. “Temos que estar próximos, alinhados. A assistência é muito importante, assim como as outras áreas- mobilização, atenção primária- para se evitar as doenças como Zica, dengue e chikungunya”.

A relevância do encontro tomou forma na apresentação do coordenador do Núcleo de Vigilância em Saúde da SRS-BH, Francisco Lemos, sobre o cenário epidemiológico. Ciente do papel do município na prevenção e no enfrentamento às doenças, Dlenda Louise, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Sabará, enfatiza a necessidade de fortalecimento do plano. “Esse momento é de trocar experiências, trazer dúvidas e dificuldades. Com intercâmbio de informações e diretrizes as tomadas de decisões são fortalecidas”. Um dos pontos destacados por Louise é a mobilização social. “É uma das ações mais impactantes, já que atinge o público, a comunidade favorecendo tanto a prevenção, quanto o controle”.

A coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde de Lagoa Santa salienta que as capacitações são essenciais. “Essa aproximação do estado com os municípios fortalece o município e proporciona ações e resultados melhores. A questão da capacitação, nesse contexto, é fundamental para qualificar o planejamento para enfrentar condições adversas eventuais”, ressaltou. 

Autor: Alessandra Maximiano e Leandro Heringer

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