O governador Romeu Zema lançou nesta quinta-feira (23-04) o Programa “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”. O programa é um conjunto de protocolos sanitários que buscam orientar a retomada segura das atividades econômicas nos municípios do estado. Também esteve presente na coletiva o secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Eduardo Amaral, e o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio. A coletiva foi realizada via transmissão ao vivo da Rede Minas e redes sociais, ocorreu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e teve como objetivo analisar o atual cenário epidemiológico da covid-19 no Estado, bem como apresentar as novas ações.
“Os protocolos orientam os prefeitos na retomada segura das atividades econômicas. Disponibilizam recomendações para manter o estado em uma situação de segurança em relação à doença e, ao mesmo tempo, voltar as atividades. Estabelecem categorias, desenvolvidas pela SES, que vão classificar os serviços em essenciais, de baixo risco, médio risco e alto risco. Assim, estes serviços serão liberados para funcionar gradualmente de acordo com estudos que nos permite avaliar o cenário”, explicou o governador.
O secretário Carlos Eduardo Amaral lembrou que o que se observa no momento é uma grande diversidade de postura dos municípios, sendo que muitos já possuem algum grau de flexibilização. Para ele, o cerne do programa “Minas Consciente” é uma retomada responsável das atividades. “O que buscamos é orientar de forma mais efetiva a opção dos prefeitos por uma retomada econômica. A ideia é que, como já existe certo nível de flexibilização em alguns municípios, esta retomada seja feita baseando-se em protocolos e estudos. Não dever feitos de forma aleatória, mas obedecendo as normas de segurança técnica em saúde”, explicou.
Curva mais achatada
O secretário Carlos Eduardo ressaltou que a curva de transmissão da Covid-19 em Minas Gerais demonstra diminuição da intensidade, possibilitando a decisão por uma abertura segura de algumas atividades de baixo risco de contágio pelo novo coronavírus.
Uma nova projeção do pico de casos foi definida para o dia 03 de junho. Segundo ele, esse cenário se deve as medidas que foram tomadas pela Secretaria, logo que foi notificada, ainda em janeiro, sobre a presença da doença no mundo.
“Já no dia 03 de janeiro a SES já estava monitorando a Covid-19 no mundo e no país. No dia 20 foi criado o comitê técnico para avaliar e monitorar. Viemos acompanhando desde então o cenário. Assim, no dia 19 de março, quando notamos o risco de aumento de notificações, o governo de Minas optou por isolamento, sendo amplamente apoiado por toda a sociedade. A adesão ao isolamento trouxe para baixo as previsões de notificação. Há um aumento natural, mas não um aumento exponencial de casos e óbitos. Foi com estas medidas rápidas que se evitou uma explosão de casos e o esgotamento do sistema de saúde, adiando o pico da doença”, afirmou.
O secretário destaca, no entanto, que para optar pela reabertura, é necessário considerar vários fatores epidemiológicos do município e da região de saúde. “A decisão pela abertura pertence aos prefeitos, o papel do estado é auxiliar e orientar as ações”, afirma.
Estudos contínuos
Segundo Carlos Eduardo, a SESMG fará estudos contínuos para avaliar as ações e manter os municípios informados sobre a situação da Covid-19. Dados sobre a situação da curva de contaminação, taxa de ocupação de leitos e a capacidade de atendimento dos serviços regionalizados serão base para esses estudos e vão decidir pela manutenção, avanço ou recuo na abertura dos serviços.
“Minas Consciente não é um relaxamento das medidas, o que estamos o fazendo é criar critérios técnicos que cruzam dados e criam uma matriz de risco para cada serviço. Continuamos evitando aglomerações e mantendo as medidas de distância social”, esclarece.
Minas Consciente
A proposta criada pelo Executivo mineiro, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Saúde (SES-MG), sugere a retomada gradual de comércio, serviços e outros setores, adotando protocolos sanitários, divididos por segmentos, que garantam a segurança da população.
O programa setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas” estabelecidas pela Secretaria de Saúde (onda 0 – serviços essenciais; onda 1 – baixo risco; onda 2 – médio risco; onda 3 – alto risco), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença, avaliando o cenário de cada cidade e a taxa de evolução da Covid-19 na região.
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Autor: Juliana Gutierrez