Regional de Varginha realiza reunião com Atenção Primária sobre Testagem

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A Superintendência Regional de Saúde de Varginha (SRS), por meio da Coordenação de Atenção à Saúde (CAS) promoveu, nesta quarta-feira (10/06), uma reunião com os coordenadores e referências municipais de Atenção Primária, para discutir a testagem para COVID como ferramenta epidemiológica. A CAS tem realizado reuniões semanais com os técnicos dos municípios jurisdicionados à SRS, sendo esta a segunda ocorrida. A Referência Técnica da SRS Varginha, e ponto focal para assuntos COVID relacionados à Atenção Primária à Saúde, na SRS, Mônica Maciel, deu início à reunião e as boas vindas aos técnicos conectados, convidando a Coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador (NUVEAST) da SRS Varginha, Monique Borsato, para realizar apresentação a respeito da testagem para Covid.

Monique abordou, em sua fala, a testagem como ferramenta epidemiológica, apresentando a relação entre vírus e anticorpos, os testes utilizados – que são relacionados ao vírus, pesquisa de anticorpos ou anticorpos/antígenos – e explanando sobre a oportunidade de coleta para a detecção do vírus SARS-CoV-2 por RT-PCR em tempo real. Monique ressaltou a prática da vigilância laboratorial, proporcionada: pelo Ministério da Saúde, através dos testes rápidos Covid-19, voltados para casos sintomáticos que são profissionais de saúde ou segurança pública e habitantes das mesmas residências destes públicos, pessoas com 60 anos ou mais, portadores de risco de complicações para a Covid-19 e população economicamente ativa, de 15 a 59 anos; e pela Secretaria de Estado de Saúde, o RT-PCR/COVID-19, voltado aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) internados ou para surtos em instituições fechadas.

Monique reforçou que o teste rápido é utilizado como confirmação – devendo sempre ter registro na ANVISA – porém, não é critério para descarte, lembrando que o que se espera de um teste diagnóstico é a sensibilidade, especificidade e rapidez. Contudo, afirmou que “os testes são complementares, podendo nortear e auxiliar em algumas situações para definição de tomada de decisão e de alguns surtos, mas a estratégia efetiva para contenção da doença consiste no isolamento dos sintomáticos”.

Como vantagens dos testes rápidos, enfatizou a simplicidade de operação e interpretação, o baixo custo, a não-necessidade de equipamentos complementares e a rapidez do resultado, bem como as finalidades dos mesmos, que são o diagnóstico de hospitalizados com sintomatologia compatível onde foi perdida a oportunidade de coleta de PCR , avaliação de retorno ao trabalho para profissionais de saúde a partir do sétimo dia de sintomas, informações epidemiológicas de pessoas expostas. “Destacamos, aí, a facilidade de correlação clínica com o resultado, fornecendo melhor parâmetro de controle”, frisou Monique.

Foi abordada, ainda, a testagem de assintomático, onde não existe a relação clínica-epidemiológica. A reunião abriu espaço para dúvidas e questionamentos dos participantes, que receberam a apresentação via e-mail com o conteúdo exposto.

Autor: Tânia Corrêa

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