Regional de Ponte Nova alerta sobre práticas de segurança do paciente em ambientes hospitalares

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No mês de setembro, especificamente no dia 17, comemora-se o Dia Mundial de Segurança do Paciente. Para reforçar a importância da temática, o Núcleo de Vigilância Sanitária (Nuvisa) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova tem promovido capacitações junto a instituições hospitalares das microrregiões de Viçosa e Ponte Nova. Os encontros, realizados por meio virtual, são agendados conforme demandas dos próprios hospitais ou após análise documental.

“Dentre os objetivos das capacitações, estão a discussão e o alinhamento das práticas implementadas pelos Núcleos de Segurança do Paciente, o atendimento às legislações pertinentes, a implantação de protocolos e a orientação quanto à notificação de eventos adversos (EA) e queixas técnicas”, enumerou o coordenador da Nuvisa, Luiz Roberto de Freitas da Silva. Além disso, os treinamentos buscam fomentar a implantação e o aperfeiçoamento das práticas, a partir de estratégias que visam à mudança de paradigma nas instituições, com o intuito de reduzir, ao mínimo, os riscos e danos desnecessários associados ao cuidado em saúde.

Com a pandemia do novo coronavírus – que se estende desde março de 2020 – os desafios para a atuação dos Núcleos de Segurança do Paciente têm aumentado consideravelmente. “Além das práticas já estabelecidas, as instituições tiveram que modificar e estabelecer novos protocolos e formas de trabalho para lidar com o novo cenário. A partir de agora, teremos que avaliar o impacto da pandemia na segurança e qualidade da assistência”, observou a referência técnica da Nuvisa, Rafaela Alves.

Para Edilaine Coelho Ferreira, também referência técnica da SRS, é preciso trabalhar o desenvolvimento de um ambiente favorável para identificação, notificação, investigação e ações preventivas e corretivas. “A notificação dos eventos adversos e sua respectiva investigação tem como objetivo a melhoria dos processos de trabalho e o estabelecimento de barreiras para minimizar a ocorrência de novos eventos. O intuito não é encontrar culpados, mas sim estabelecer uma cultura de segurança que pressupõe o aprendizado com as falhas”, ressaltou. Rafaela Alves complementou que é preciso envolver toda a comunidade hospitalar na cultura de segurança: “É necessário o engajamento e o apoio da alta gestão desses serviços para melhoria de processos de trabalho, e não apenas a culpabilização mediante um incidente”.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital São João Batista, de Viçosa, Lara dos Santos Silva, a segurança do paciente é garantida, na sua instituição, por meio dos multiprofissionais que prezam para que isso ocorra de maneira efetiva. “Nós abraçamos essa causa, demonstrando aos profissionais que prestam assistência a importância que tem para que tudo transcorra bem, incentivando relatos sobre os prováveis danos ou intercorrências aos pacientes. Isso não é punitivo, mas sim uma proposta de aprendizado para que não ocorra novamente”, ressaltou.  

A profissional acrescentou que a investigação do fato é feita com neutralidade e que a ação corretiva é sempre avaliada sob um ponto de vista positivo, pois pode gerar treinamento ou palestra, por exemplo, tornando-se oportunidade de educação continuada. “O fluxo de informações de segurança para os funcionários que não estão na assistência, mas adentram a instituição para trabalhar, como nas áreas de administrativo, manutenção, limpeza, rouparia, entre outros, é feito por meio de diálogo semanal. Dessa forma, construímos um bem-estar geral de segurança, fazendo, assim, uma tríade: funcionário, instituição e paciente”, completou.

Recentemente, foram promovidas reuniões voltadas à segurança do paciente com os Hospitais Nossa Senhora de Lourdes, de Alvinópolis, Nossa Senhora das Dores, de Ponte Nova, São João Batista e São Sebastião, de Viçosa, e Nossa Senhora da Saúde, de Dom Silvério.

Segurança do Paciente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define segurança do paciente como a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável, considerado componente constante e intimamente relacionado com o atendimento ao paciente. Trata-se de tema que vem sendo desenvolvido sistematicamente, desde 2004, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reforçado com a publicação das diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) em 2013.

 

Autor: Tarsis Murad

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