Nos dias 12 e 13 de março, a região de saúde Patos de Minas sediou um importante encontro regional dedicado à vigilância e prevenção de óbitos maternos, infantis e fetais. O evento, realizado no auditório da Superintendência Regional de Saúde de Patos de Minas, reuniu profissionais de saúde, gestores públicos, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais para debater estratégias e compartilhar experiências visando reduzir os índices de mortalidade materna e infantil na região.
O encontro foi promovido pela Coordenação de Redes de Atenção à Saúde (CRAS) e pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Superintendência e contou com a participação de especialistas na área de saúde materno-infantil da região.
Durante o encontro foram realizadas palestras, mesas-redondas e estudos de caso que abordaram temas como a importância da notificação adequada de óbitos, a qualificação da assistência ao pré-natal e ao parto, e a implementação de comitês de vigilância de mortalidade.
Dados epidemiológicos e a necessidade de ação
Victor Santiago, referência técnica da CRAS, apresentou dados epidemiológicos e indicadores monitorados no ano de 2023 sobre óbitos maternos, infantis e fetais. A maioria desses casos está relacionada a causas evitáveis, como problemas no pré-natal, hemorragias, complicações durante o parto e falta de acesso a serviços de saúde, sendo que 90% desses casos poderiam ser evitados.
Já Eliane Lima, médica obstetra do Comitê Regional de Prevenção à Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, destacou que “a redução desses óbitos passa por uma abordagem multissetorial, que inclui a melhoria da infraestrutura dos serviços de saúde, a capacitação contínua dos profissionais e a conscientização da população sobre os cuidados necessários durante a gravidez e o puerpério”.
Estratégias Propostas
Entre as principais estratégias discutidas no encontro estão: Fortalecimento da rede de atenção à Saúde, capacitação de profissionais, ampliação do acesso ao pré-natal, fortalecimento dos comitês de prevenção à mortalidade materno-infantil e a educação em saúde.
Por Superintendência Regional de Saúde de Patos de Minas /Foto: Superintendência Regional de Saúde de Patos de Minas