Regionais de Ponte Nova e Manhuaçu reúnem-se para mais uma etapa do Planejamento Regional Integrado na Leste do Sul

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Mais um encontro referente ao Planejamento Regional Integrado em Saúde de Minas Gerais (PRI-MG) na macrorregião de saúde Leste do Sul aconteceu, em 02/08, na sede da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova. Ao longo de um ano e meio, diversos encontros e etapas precederam a atual fase de número 5, que contempla a elaboração do Plano Regional da Macrorregião de Saúde e o aprimoramento da governança macrorregional, por meio da definição de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores (DOMI). Na fase anterior, foi definida como prioridade sanitária macrorregional a estruturação e a qualificação da Rede de Atenção à Saúde (RAS) Materno Infantil, com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS). 

O PRI-MG integra o processo de organização do Sistema Único de Saúde (SUS) e vem sendo implementado no âmbito das macrorregiões de saúde em todo o estado. Seu maior objetivo é promover a equidade regional, assim como contribuir para a concretização do planejamento ascendente do SUS. Por meio do processo de regionalização, promove-se a descentralização das ações e serviços de saúde, organizando-os em redes. 

As discussões foram capitaneadas pelo Grupo de Trabalho Macrorregional (GTM), composto por representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MG) e das SRS Ponte Nova e Manhuaçu, e contaram com a participação de secretários municipais de Saúde, integrantes dos Comitês de Mortalidade Materno Infantil e Fetal regionais e instituições hospitalares. Um ponto alto do encontro foi a agregação do eixo hospitalar ao debate, que trouxe uma visão apurada sobre como as gestantes chegam às maternidades para dar à luz. 

“A partir da definição dos DOMI, vamos buscar a viabilização financeira para tratar os gargalos da rede. A proposta é sensibilizar os envolvidos no processo em relação ao nascer na nossa região, conscientizando-os sobre mitos, falhas, crenças e desafios, encorajando-os a terem voz ativa e quebrarem os paradigmas vigentes”, explicou a apoiadora do Cosems Ponte Nova e integrante do GTM, Fernanda de Freitas Castro Gomes. 

 

DOMI

Como metodologia para definição das DOMI, foram escolhidos quatro principais elementos da RAS para trabalhar a prioridade sanitária escolhida para a macrorregião de saúde Leste do Sul. Para tanto, os participantes da reunião se dividiram em grupos para discussão e preenchimento de planilhas a serem consolidadas para embasarem o Plano Regional. Dentro de “Sistemas Logísticos”, foram apontadas a otimização do tempo resposta na assistência à gestante; em caso de alto risco, a avaliação de casos em 24 horas e a integração das informações da Atenção Primária, Secundária e Terciária, por meio da implantação de prontuário eletrônico. Em relação ao elemento “Governança”, enfatizou-se a capacitação de gestores para a construção dos instrumentos de gestão, o fortalecimento das instâncias colegiadas e o credenciamento de maternidades de alto risco.

Dentro do elemento “Atenção Primária à Saúde”, destacou-se a necessidade de qualificação dos profissionais da APS (médicos, enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde – ACS) na Política Materno-Infantil e a realização mensal de grupos de gestantes. Já na “Alta Complexidade”, priorizou-se a criação e a mudança dos protocolos institucionais de trabalho, com ênfase na humanização do atendimento materno-infantil e na aplicação das boas práticas na assistência do parto e nascimento; a estruturação das maternidades; o aumento da valorização e da utilização do serviço dos Centros Estaduais de Atenção Especializada (Ceae) e a implementação de protocolo para a utilização de analgesia em parto normal das gestantes que solicitarem o procedimento. 

Para a superintendente da SRS Ponte Nova, Josy Duarte Faria Fialho, é fundamental contar com a participação de gestores municipais e da rede materno-infantil em todos os níveis de atenção. “O produto desse trabalho feito a várias mãos certamente nos trará uma assistência muito mais qualificada. É importante pensarmos fora das nossas caixas e alcançarmos o nível macrorregional, apontando nossas fragilidades, elencando nossas prioridades e fortalecendo amplamente a nossa rede”, pontuou.

Autor: Tarsis Murad / Foto: Milena Anselmo

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