Nesta quarta-feira (22/4), na sede da Regional de Saúde de Ponte Nova, foi realizada a primeira reunião do Comitê Macro Leste do Sul (CMacro COVID-19), que contempla 53 municípios pertencentes às Regionais de Ponte Nova e Manhuaçu, com população total estimada de 693 mil habitantes. O encontro foi conduzido pelos superintendentes Kátia Jardim de Carvalho Iriais e Juliano Estanislau Lacerda (Ponte Nova e Manhuaçu, respectivamente) e tratou de informações gerais sobre o funcionamento do comitê, como periodicidade, composição e objetivos, além de apresentação e discussões sobre o Plano de Contingência da macrorregião. Estiveram presentes a equipe técnica das Regionais de Saúde, representantes dos COSEMS Regionais e Corpo de Bombeiros, além de gestores dos municípios de Ponte Nova, Viçosa e Rio Doce.
Juliano Estanislau Lacerda destacou a importância da reunião, sobretudo pelo objetivo de validar o plano de contingência da COVID-19 para a macrorregião. O superintendente também mencionou as ações que ocorreram previamente: “A Regional de Saúde de Manhuaçu, juntamente com COSEMS Regional, realizou reunião, em 21/04, com os gestores de saúde dos municípios e prestadores/hospitais da sua área de abrangência. Agora apresentamos ao CMacro o desenho assistencial para o território e a vocação de cada prestador em relação ao fluxo assistencial para pacientes Covid e não-Covid”, explicou.
Na ocasião, Kátia Jardim de Carvalho Irias, apresentou informações da Sala de Situação das microrregiões de Ponte Nova, Viçosa e Manhuaçu e o dimensionamento da necessidade de leitos, tanto clínicos quanto de UTI. “Os números foram resultado de estudos realizados através de critérios internacionais, levando-se em conta a população e dados epidemiológicos. Em cima disso, foi definida a quantidade de leitos por hospital, conforme o perfil de cada instituição, esclareceu.
A Superintendente de Ponte Nova ainda ressaltou que o Plano de Contingência Macrorregional é um instrumento ativo e dinâmico, que acompanha, diariamente, as mudanças de cenário da pandemia. “Dependendo do cenário, outros prestadores de serviço/hospitais poderão ser acionados e contemplados com recursos estaduais, mesmo não tendo sido contemplados neste primeiro momento”, pontuou.
Estrutura Hospitalar
Conforme o Plano de Contingência, definiu-se, para a microrregião de Ponte Nova, a seguinte estrutura: em Ponte Nova, Hospital Arnaldo Gavazza como primeira referência para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Hospital Nossa Senhora das Dores como segunda referência, sendo este também referência para gestantes e pacientes oncológicos. Já o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Rio Casca, e Nossa Senhora de Lourdes, de Alvinópolis, serão retaguarda para casos não-Covid de baixa complexidade. Quanto aos Hospitais Nossa Senhora Saúde, de Dom Silvério, e São Sebastião, de Raul Soares, os mesmos poderão ser retaguarda de casos não-Covid de baixa complexidade e média complexidade, respectivamente, condicionados a financiamento específico e disponibilização de leitos, equipamentos e recursos humanos.
Para a microrregião de Viçosa, definiu-se o Hospital São João Batista como primeira referência para SRAG e o Hospital São Sebastião como segunda referência (ambos em Viçosa). Este último também será referência para gestantes e crianças.
Em relação à microrregião de Manhuaçu, ficou definida a seguinte estrutura: Hospital César Leite, de Manhuaçu, como primeira referência para SRAG, e Hospital Padre Júlio Maria, de Manhumirim, como segunda referência. Para retaguarda não-Covid de baixa complexidade, foram definidos o Hospital Municipal Jatyr Guimarães de Paula, de Santa Margarida, a Fundação de Saúde Cristo Rei, de Matipó, a Associação Hospitalar São Vicente de Paulo, de Ipanema, e a Associação Hospital Belizário Miranda, de Lajinha. Para retaguarda não-Covid de média complexidade, compuseram a estrutura o Hospital Municipal de Manhuaçu e o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Abre Campo.
Autor: Antônio Rodrigues e Tarsis Murad