Municípios da Regional de Saúde de Ubá realizam movimentações pela defesa de uma saúde mental antimanicomial

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Nesta terça-feira (12/09), trabalhadores de Saúde Mental, usuários e familiares realizaram manifestações em alguns municípios da jurisdição da Regional de Ubá, em defesa da reforma psiquiátrica antimanicomial.

A Política de Saúde Mental que vem sendo construída em nosso país visa à defesa e ampliação dos serviços dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dos serviços de atenção primária, dos dispositivos de saúde que acolhem e trabalham as dificuldades das famílias e dos usuários de saúde mental auxiliando-os na construção de possibilidades de convívio em sociedade. São os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que sustentam práticas humanizadas.

Os 11 serviços CAPS instituídos nas regiões de Saúde de Ubá e Muriaé também aderiram ao movimento em Defesa da RAPS e realizaram diversos atos em ruas e praças dos municípios, como exemplo: abraços simbólicos aos serviços de saúde e coleta de depoimentos de familiares e usuários sobre o significado que estes serviços e profissionais possuem na vida de cada usuário dos serviços de saúde mental. Também aderiram a este movimento várias equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Para Fabiana Érica de Souza, referência de saúde mental da Unidade Regional de Saúde de Ubá, ainda há necessidade de ampliar a rede existente, mas todos esses dispositivos são conquistas. “Todos estamos comprometidos com uma saúde mental diferente. Sempre construindo propostas de cuidado humanizadas, criativas, com sustento do vínculo e do compromisso de muitos profissionais de saúde, que atuam fazendo uma saúde mental sem exclusão e sem amarras. E, o mais importante comprova todos os dias, que o trabalho construído nos territórios, que cuida de cada caso de maneira singular, é potente e dá certo”, completa.

Autor: Lavínia Luisa R. de Faria e Fabiana Érica

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