O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, ministrou na manhã desta quarta-feira, 21/11, uma palestra durante o 5º Congresso Mineiro de Prefeitos Eleitos, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte.O secretário falou sobre o Modelo de Redes na Promoção da Saúde, dentro da programação destinada aos programas do Governo de Minas Gerais frente aos desafios da gestão pública municipal. Durante a apresentação, o secretário afirmou que o principal desafio na questão da saúde é criar um sistema organizado que tenha condições de atender às especificidades da população brasileira. “Temos um quadro complexo, que envolve o envelhecimento acelerado da população, com predominância das condições crônicas de saúde, aliado a um quadro de doenças infecto-contagiosas e aos agravos de saúde resultantes de acidentes de trânsito e da violência. Essa tripla carga de doenças faz com que tenhamos que organizar o sistema de saúde em redes regionalizadas focadas nas evidências epidemiológicas de nosso Estado”, assegura.Com base nisso, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), vem organizando o Sistema de Saúde com as Redes de Atenção à Saúde. Para tanto, foram criados Programas Prioritários, chamados Estruturadores, focados na qualificação da Atenção Primária, e que são estratégicos na implantação das Redes de Atenção. São eles: Saúde em Casa, Redes Integradas de Serviços de Saúde e Saúde Integrada. De acordo com o secretário, a sinergia entre os governos municipais e estadual é fundamental pra o sucesso da iniciativa. “A pasta da Saúde, se não tem, terá a centralidade das políticas municipais. E a saúde da população se traduz em cidadãos vivendo mais e com mais saúde, mais qualidade de vida. O Governo do Estado contribui com essa premissa ao dar condições aos municípios de planejar suas ações ao oferecer oportunidades de captação de recursos como o Edital de Unidades Básicas de Saúde, implantação de novas equipes de Saúde da Família, descentralização das ações de Vigilância em Saúde e Farmácia de Minas”, completa. Além dessas, em Minas existem outras oportunidades de utilização de recursos que já estão disponíveis aos municípios, que são o Sistema Estadual de Transporte em Saúde, os Centros Mais Vida, os Centros Viva Vida, Hiperdia e o Pro-hosp. “Precisamos nos unir para organizar as Redes de Atenção Prioritárias. Só assim conseguiremos alcançar nosso objetivo que é tornar Minas o melhor estado pra se viver”, finaliza.
O Congresso
O 5º Congresso Mineiro de Prefeitos Eleitos acontece hoje e amanhã, 21 e 22/11, no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, tendo se firmado como um importante instrumento de interlocução entre os gestores públicos. Com o tema “Transição de governo e os desafios das novas gestões municipais”, o evento busca promover o debate acerca dos desafios que os novos gestores públicos municipais enfrentarão no mandato. Entre os assuntos abordados estão a captação de recursos, desafios da transição política e a importância da qualificação do corpo técnico na gestão municipal.Segundo o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Ângelo Roncalli, 557 chefes de Executivo eleitos em Minas Gerais em 2012 enfrentarão os desafios de gerir um município pela primeira vez. “Essa é uma chance dos novos gestores se prepararem para os desafios que vão enfrentar a partir de janeiro, mas, mais do que isso, é a oportunidade de conhecerem a AMM e como ela pode auxiliar em suas gestões”, afirma.Voltado aos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores mineiros, eleitos em 2012, o congresso conta com a participação de representantes dos governos Estadual e Federal, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre outras instituições.
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Autor: Silvane Vieira