Minas Gerais possui 95% de cobertura vacinal para poliomielite

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Secretaria Estadual de Saúde recomenda manter em dia a  vacinação contra a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou na última segunda-feira (5/05), estado de emergência para a poliomielite. A doença vem se propagando por países como Afeganistão, Iraque e Guiné Equatorial. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que os municípios mineiros mantêm altas coberturas vacinais de rotina, que atingem 95% da população menor de um ano.

A poliomielite foi erradicada das Américas em 1994 e o calendário do Programa Nacional de Imunização mantém o Brasil livre da Pólio desde 1989. O último caso foi registado no município de Souza, na Paraíba. Em Minas, o último caso ocorreu em 1987, em Santa Maria de Itabira. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES, Márcia Cortez, destaca que é essencial preservar o processo permanente de vigilância epidemiológica e a cobertura da vacina.

Gotinhas

Conforme o calendário de imunização, toda a criança deve ser vacinada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço deve ocorrer aos 15 meses. Todos os anos o Sistema Único de Saúde promove campanhas para a vacinação de crianças menores de cinco anos. A próxima campanha ocorre de 13 a 30 de setembro deste ano, em todo o país.

A referência Técnica Estadual em Poliomielite, Ana Paula de Oliveira, esclarece que todos os países disponibilizam a vacina contra a Pólio, entretanto, alguns possuem baixa cobertura vacinal e são considerados endêmicos como Afeganistão, Paquistão e Nigéria.

Já a Diretora de Vigilância Epidemiológica, Márcia Cortez acrescenta que a erradicação da Pólio depende de altas coberturas vacinais, como é feito no Brasil e alguns países não conseguem desenvolver essa estratégia, muitas vezes, por causa de guerras e conflitos.

A doença

A Poliomielite (paralisia infantil) é uma doença infectocontagiosa aguda, causada por um Enterovírus denominado poliovírus (sorotipos 1, 2 e 3). Caracteriza-se por um quadro de paralisia flácida de início súbito, resultante da destruição dos neurônios motores localizados no corno anterior da medula espinhal. Adultos podem desenvolver uma forma branda da doença e não causar sequelas.

A transmissão de poliovírus ocorre principalmente através do contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral ou, raramente, oral-oral. As pessoas não imunizadas são suscetíveis de contrair a doença, sendo que a infecção natural ou a vacinação conferem imunidade duradoura.

As manifestações clínicas devido à infecção pelo poliovírus são muito variáveis, indo desde infecções inaparentes, até quadros de paralisia severa, podendo evoluir para óbito.

A forma paralítica que é mais grave e acomete mais as crianças, daí o nome paralisia infantil.

Recomendações

O Ministério da Saúde recomenda que brasileiros mantenham a caderneta de vacinação atualizada antes de viajar para o Afeganistão, Camarões, Guiné Equatorial, Etiópia, Israel, Nigéria, Paquistão, Somália e para a Síria, países que tiveram circulação do vírus registrada nos últimos meses. Pessoas adultas de Belo Horizonte que se dirigem para essas regiões devem procurar o Centro de Atenção à Saúde do Viajante (Rua Paraíba, 890, Funcionários)e nos demais municípios do estado, as orientações serão repassadas nos centros de saúde e nas secretarias de saúde. Ana Paula Oliveira recomenda que estas pessoas tomem uma dose da vacina oral.

Aqueles que retornam de áreas endêmicas devem procurar uma unidade de saúde em caso de algum sintoma, como paralisia aguda dos membros inferior e/ou superior, e informar sobre a viagem recente. Com a aproximação do início da Copa do Mundo no mês que vem, os procedimentos devem ser os mesmos com a chegada de visitantes de outros países.

Profissionais de saúde que atenderem a pacientes com sintomas devem efetuar o protocolo de rotina e comunicar imediatamente a Vigilância Epidemiológica do município para realização do exame de investigação.

Autor: Luciane Marazzi

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