Minas avança na parceria para desenvolvimento da Heptavalente

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Expectativa é que a vacina para proteção contra sete doenças seja disponibilizada no SUS a partir de 2017

 

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) já importou do laboratório suíço Novartis e colocou à disposição do Instituto Manguinhos (Fiocruz/RJ) o concentrado da vacina meningocócica C (MenC) que deverá ser usado na combinação para o desenvolvimento da vacina Heptavalente. “Essa era uma responsabilidade da Funed com o Ministério da Saúde para que a vacina seja desenvolvida e produzida no país. Mais uma vez a Funed e Minas honram o compromisso e colaboram para a oferta de novos produtos no Sistema Único de Saúde”, afirma o gestor técnico da Vacina na Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine.
 
O acordo para a produção da vacina foi assinado em janeiro deste ano entre a Fundação Ezequiel Dias (Funed), o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ) e o Instituto Butantan (SP), e prevê que a Heptavalente seja desenvolvida e produzida a partir de combinação de vacinas já desenvolvidas por esses três laboratórios, sendo Biomanguinhos a coordenadora do projeto e responsável pelo registro da vacina. Desde então, foi montado um plano de trabalho, com prazos e responsabilidades para que seja possível, no prazo máximo de cinco anos (até 2017), disponibilizar a Heptavalente no calendário de vacinação brasileiro. A nova vacina será capaz de imunizar, com uma única dose, contra sete doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite, meningite C e outras infecções bacterianas.  
 
O trabalho está sendo realizado com recursos próprios da Funed, Fiocruz, Instituto Butantan e com o apoio do Ministério da Saúde. De acordo com o chefe de gabinete da Funed, Homero Jackson de Jesus Lopes, ainda não é possível calcular o valor exato da economia que se pretende gerar com esse novo produto, “mas, com certeza, a redução será expressiva, pois será possível agregar múltiplas imunizações em dose única, com impacto direto nos custos logísticos do Programa Nacional de Imunização”, destacou.
 
Desenvolvimento conjunto

A heptavalente será produzida pela combinação das vacinas já existentes: DTP (Tríplice Bacteriana) contra difteria, tétano e coqueluche e HepB (Hepatite B) contra hepatite B, ambas sob responsabilidade  de produção do Instituto Butantan. A composição da heptavalente conta, ainda, com a vacina MenC (Meningite C) contra Meningite C – que será fornecida pela Funed -, e com a IPV (Vacina Inativada de Poliovírus) contra a Poliomielite Inativada e a Hib (Haemophilus influenzae tipo B) contra meningite por Haemophilus, ambas viabilizadas pela Fiocruz.

“Este projeto é de extrema importância para Funed, pois o desenvolvimento conjunto implica na realização de ensaios para a caracterização das formulações vacinais, na análise de resultados e tomada de decisão sobre o andamento do processo. Como resultado desta colaboração, espera-se a consolidação, na Funed, de uma equipe com conhecimento teórico-prático capaz de trabalhar no desenvolvimento de vacinas”, explica o Luiz Guilherme Dias Heneine.

Futuramente, há a possibilidade de que a Funed, além de participar do desenvolvimento da vacina, também assuma parte do controle de qualidade, armazenamento, distribuição e fornecimento da heptavalente.
 
Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos

O desenvolvimento da vacina Heptavalente faz parte da Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos do Ministério da Saúde (MS). A política estimula a parceria entre laboratório privados e públicos para a nacionalização da produção de medicamentos, por meio de transferência de tecnologia.

O desenvolvimento da vacina Heptavalente conta com a transferência de tecnologia mas, tem como diferencial o desenvolvimento de uma tecnologia nacional capaz de agregar sete componentes vacinais em uma só vacina.

Autor: Marina de Castro

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