Microrregiões de Itaobim e Pedra Azul participam de capacitação sobre leishmaniose

Crédito: Allan Campos

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Gerência Regional de Saúde (GRS) Pedra Azul e da Superintendência Regional de Saúde (SRS) Teófilo Otoni, realizou nessa segunda e terça-feira (30/11) e (1°/12), no auditório da Regional de Pedra Azul, uma capacitação sobre Leishmaniose Visceral Humana, Canina e Tegumentar Americana. O evento abordou os aspectos epidemiológicos de uma das doenças mais negligenciadas do mundo. Participaram da capacitação os enfermeiros e os agentes de saúde e endemias que são referências de leishmaniose nas microrregiões de Itaobim e Pedra Azul. Do período de 23 a 27 de novembro, essa mesma capacitação aconteceu nos municípios da microrregião de Almenara.

A referência técnica de Leishmaniose Visceral Humana, Canina e Tegumentar Americana da GRS Pedra Azul, Maryana Prates, destacou a importância de realização desta capacitação na região, que é endêmica e tem alta taxa de incidência e letalidade da doença. “Os agentes de endemias e de saúde já iniciaram o censo que irá identificar o número real de cães nos municípios, para que, posteriormente, seja iniciado o inquérito canino 2016, em que os cães serão triados e serão realizados os testes rápidos para saber se o cão tem ou não a doença”. Segundo Prates, a sensibilização dos profissionais é fundamental para que realizem o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, evitando, com isso, óbitos na região. “Quando os profissionais conhecem a realidade epidemiológica de sua região passam a estar mais sensibilizados para desenvolver ações visando combater uma determinada doença. Nesse sentido, uma das ações fundamentais é a mobilização social, que enfatiza ações preventivas, como o manejo ambiental, que acontece de maneira conjunta, com envolvimento tanto do poder público quanto da população”.

O Coordenador de Endemias da SRS Teófilo Otoni, Luiz Carlos Vieira, destacou que o baixo nível socioeconômico, periferias de grandes cidades e zona rural são alguns dos ambientes propícios para a ocorrência de transmissão da doença. “A vigilância epidemiológica tem um papel de reduzir as taxas de letalidade e grau de morbidade através de diagnóstico e tratamento precoce; diminuição dos riscos de transmissão mediante o controle da população de reservatórios e do controle do agente transmissor”.

A doença

Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações que podem pôr em risco à vida do paciente.

Autor: Allan Campos

Rolar para cima