Hospitais de Montes Claros assinam protocolo de intenções inédito para ampliar e qualificar a prestação de serviços à população

Crédito: Paulo Ricardo

Com a participação de lideranças de vários segmentos da sociedade, entre elas a Curadoria de Fundações e Patrimônio do Ministério Público de Minas Gerais, Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros e representantes de entidades ligadas ao setor de saúde, nesta quinta-feira, 13/10, a Santa Casa de Montes Claros e o Hospital Aroldo Tourinho assinaram inédito protocolo de intenções com o objetivo de operacionalizar aliança estratégica para melhor aproveitamento das estruturas/processos. O foco especial da iniciativa está na co-gestão, ampliação e qualificação dos serviços assistenciais prestados à população, inclusive por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o protocolo de intenções, o estabelecimento de parceria entre os dois maiores hospitais do Norte de Minas leva em conta o cenário econômico-financeiro da saúde no país, o que remete às instituições do segmento a terem gestões cada vez mais profissionais, com ganho crescente de eficiência e eficácia na condução das unidades de saúde, com geração de parcerias que permitam superar as fragilidades financeiras e assistenciais. A intenção das duas instituições é permitir uma melhoria dos fluxos assistenciais hospitalares, com reflexos positivos nos aspectos financeiro e econômico e, também, para os usuários dos serviços de saúde.

DEFESA DO SUS

Durante a solenidade que contou com a participação dos provedores da Santa Casa e Hospital Aroldo Tourinho, Heli de Oliveira Penido e Paulo César Gonçalves de Almeida, respectivamente, o arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom José Alberto Moura destacou que a função das instituições filantrópicas é servir a população.

“Por esse motivo, o ideal é que as instituições se unam para prestar o melhor serviço possível à população num momento em que, em nível nacional, surgem discussões sobre a revisão do Sistema Único de Saúde (SUS) que, embora ainda esteja em estágio de evolução para garantir ampla assistência à saúde da população, já consolidou o propósito de democratizar o acesso das pessoas aos serviços de saúde”, observou Dom José.

O arcebispo assinalou que se o objetivo de rediscutir o SUS tenha como finalidade reduzir os serviços prestados à população por meio do Sistema Único de Saúde, caberá à sociedade lutar contra tal iniciativa. Isso porque, explicou, “se a intenção for viabilizada isso representará uma lástima para o acesso da população aos serviços de saúde”, alertou Dom José.

Num prazo de dois meses, a comissão de trabalho constituída por oito representantes da Santa Casa e do Hospital Aroldo Tourinho vão definir os instrumentos que regulamentarão a parceria entre as duas instituições, sugerindo modelo gerencial e assistencial que será conjugado entre as partes. Por sua vez a presidente da Federação das Santas Casas, Kátia Regina de Oliveira Rocha chamou atenção para a parceria firmada entre os dois hospitais, sobretudo depois que Montes Claros passou pela crise na governança da saúde, tendo o Governo do Estado assumido a gestão hospitalar do município.

O promotor Paulo Vinicius Magalhães Cabrera lembrou que há 12 anos o Hospital Aroldo Tourinho vem passando por dificuldades financeiras e que a parceria com a Santa Casa dá novo alento para a busca de soluções conjuntas. Na mesma linha de raciocínio o provedor da Santa Casa, Heli de Oliveira Penido garantiu que haverá uma cooperação entre os dois hospitais, o que possibilitará ampliar o espaço para as instituições continuarem desempenhando a função de servir à sociedade.

AVANÇO

A superintendente regional de saúde de Montes Claros, Patrícia Aparecida Afonso Guimarães Mendes, destaca a importância da união de esforços entre a Santa Casa e o Hospital Aroldo Tourinho visando ampliar a profissionalização da gestão dos serviços que prestam a uma população superior a 1,5 milhão de habitantes.

“Assim como nos demais segmentos de prestação de serviços é importante que o setor de saúde também invista na melhoria e modernização dos seus processos de gerenciamento. Para isso, as instituições precisam contar com gestões cada vez mais profissionalizadas, para ter condições de estarem preparadas para suportar o crescente aumento de demandas que nem sempre evoluem na mesma proporção da disponibilidade de recursos financeiros”, observa a superintendente.

Autor: Pedro Ricardo

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