Governo reforça o combate à dengue no Noroeste de Minas

O número de casos de dengue no Noroeste de Minas diminuiu em 56% quando comparado os nove primeiros meses deste ano ao mesmo período de 2011. Foram 107 casos registrados até setembro de 2012 e 246 no ano anterior. Preocupado em acabar com as ocorrências em todo o Estado, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) lançou, nesta terça-feira (23), a campanha de combate à dengue 2012/ 2013, que será trabalhada a partir de outubro, momento em que começam a aumentar os casos da doença, em razão do período quente e chuvoso. A nova campanha tem como slogan  “Dengue Tem Que Acabar” e busca o envolvimento dos cidadãos.

As mobilizações no Noroeste de Minas vão envolver as 12 cidades que integram a unidade regional de saúde de Unaí: Paracatu, Natalândia, Dom Bosco, Bonfinópolis de Minas, Cabeceira Grande, Uruana de Minas, Riachinho, Arinos, Buritis, Formoso, Chapada Gaucha e Unaí.

O objetivo é reforçar as ações de combate e alertar a população sobre a chegada do sorotipo 4, que aumenta a gravidade da doença. “Há um trabalho intenso no combate a dengue. Os municípios atuam realizando palestras educativas, gincanas nas escolas, mutirões de limpeza e trabalho integrado com as equipes da Estratégia de Saúde da Família. Tudo isso somado às atividades específicas já desenvolvidas diariamente pelos agentes de endemias”, destacou o diretor da Regional de Saúde de Unaí, Aprígio Silva de Oliveira, se referindo a série de mobilizações realizada na região para combater a dengue.

De janeiro a setembro deste ano, os municípios de Uberaba (3.460), Ituiutaba (1.039) e Capinópolis (184) foram os que registraram o maior número de notificações, no Triângulo Mineiro. No Alto Paranaíba, as cidades de Araxá (817), Patos de Minas (139) e Monte Carmelo (101) engrossam as notificações na região. E no Noroeste de Minas, os municípios de Unaí (40), João Pinheiro (33) e Arinos (25) registraram o maior número de casos de dengue este ano.

Cuidados  Para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença é necessário eliminar os focos dentro das residências, evitando o acúmulo de água nos pratinhos de plantas, latas, garrafas e pneus.  

“Do ponto de vista do risco, estamos entrando em uma época com maior quantidade de chuvas e de temperaturas mais elevadas, o que melhora as condições para proliferação do Aedes aegypti. Sendo assim, as ações de mobilização e de controle de vetores têm um papel fundamental na sensibilização da comunidade em relação aos cuidados diários, necessários para evitar a transmissão. As ações de controle vetorial e de mobilização são permanentes, caracterizando-se como apoio aos municípios através de equipes específicas da Força Tarefa, que conta com aproximadamente 200 pessoas atuando no Estado”, informa o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Dionísio Pacceli Costa.

Ele ressalta que foi constatada uma considerável diminuição no número de casos notificados em 2012, em todo o Estado, se comparado ao mesmo período de 2011 – em torno de 37%. “O número de óbitos também diminuiu em relação aos anos anteriores. O desafio é manter essa diminuição ao longo dos próximos anos. A participação da população e a boa gestão dos programas municipais de controle da dengue são fundamentais para que isso seja uma realidade no Estado”, observa.

Autor: SECOM


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