ESP-MG forma mais uma turma da Especialização em Saúde Pública

Crédito: Silvia Amâncio

Emoção, responsabilidade e esperança foram alguns dos sentimentos que permearam a solenidade de encerramento do curso de Especialização em Saúde Pública da ESP-MG, na última quinta-feira (1º), no auditório da Unidade Sede, em Belo horizonte.

A atividade contou com familiares, amigos e torcida dos 38 alunos (selecionados entre mais de 400 inscritos), além de docentes e de servidores da Escola que ajudaram na realização do curso e foram lembrados e homenageados pelos novos sanitaristas, que irão atuar na melhoria e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

A diretora-geral da Escola, Roseni Sena, abriu sua fala lembrando que o SUS é um projeto inacabado, um projeto de uma sociedade ainda em construção, assim como nossa jovem democracia e parabenizou os novos sanitaristas, enfatizando que uma das tarefas mais difíceis é trabalhar e estudar e que eles, bravamente, se propuseram a desenvolverem suas potencialidades. “Fui aluna dessa especialização em 1980, quem passa por esse curso torna-se parte de uma massa crítica de sanitaristas a serviço do SUS. Ainda mais nesse momento em que o SUS passa por ameaças, profissionais com compromisso, e cientes dos desafios e potencialidades da saúde pública é muito rico. Boa sorte”, desejou. 

A Superintendente de Educação da Escola, Ludmila Brito, falou sobre a diversidade das áreas de formação da turma e do desafio de formar para e no SUS. “Temos que resignificar nossas práticas e o exercício da docência. O desafio de formar novos sanitaristas se faz presente em nosso atual contexto e o envolvimento político de todos é uma missão desafiadora”, afirmou.

Já o coordenador do Núcleo de Gestão em Saúde da ESP-MG, e representante do Colegiado do Curso, Jean Alves, destacou a competência dos docentes e o engajamento dos alunos. “É extremamente gratificante ter feito parte desse trabalho que contou com alunos e professores participativos e motivados em melhorar a saúde pública, de forma participativa e crítica”, disse.

Convidada

A atividade contou com a conferência da Profª Drª Tatiana Wargas de Faria Batista, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FioCruz), falando sobre “O papel do Sanitarista na atualidade”.

A pesquisadora fez um resgate histórico da atividade de sanitarista, dizendo que existem ciclos de formação sanitarista com diferentes papéis na história. “Os primeiros projetos veem de meados dos anos 1990, os primeiros anos foram de absurda instabilidade, que o mínimo possível foi manter a bandeira de luta e garantir o processo de consolidação do SUS dentro de um cenário adverso.       

Em sua fala, ela diz que os desafios dos sanitaristas de hoje não são de apenas “fazer o SUS acontecer” e sim, reinvestir no eixo de formação desse sanitarista, agregando estratégias técnicas-políticas e territoriais.

Formandas “de casa”

Entre os novos sanitaristas estão servidoras da Escola, cada uma em sua área de formação e atuação, que agora fazem parte desse time engajado.

Poliana Assis, do Núcleo de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, disse que o curso contribui muito para seu aprimoramento profissional. “Ter realizado esse curso foi a concretização um sonho pois desde que entrei para a ESP-MG, em 2001, ouvia comentários sobre a tradição do curso e sua relevância para o SUS”, comentou.

Segundo Juracy Oliveira, da Secretaria de Ensino/ESP-MG além da vontade de ampliar seus conhecimentos no campo da saúde e do SUS, ao longo do curso ela teve oportunidade de participar de ricos debates e provocações. “Acredito que, assim como eu, todos os colegas que concluíram este curso, possui, hoje um novo olhar sobre a saúde pública/coletiva, compreendendo os determinantes sociais como balizadores fundamentais dos níveis de saúde e de qualidade de vida das pessoas”, disse.

Ainda em suas palavras, “Sinto-me muito lisonjeada em poder trabalhar numa Instituição que oferece oportunidade ao seu corpo atuante e aos outros trabalhadores do SUS de se capacitarem em um curso tão importante para continuar a luta em defesa do SUS”, finalizou.

O curso

O curso teve início em agosto de 2014 com uma turma de 38 alunos de diversas áreas de formação (enfermagem, pedagogia, fonoaudiologia, farmácia, odontologia, biologia, nutrição, serviço social, medicina veterinária, entre outros), que atuam na saúde pública dos municípios de Arcos, Barbacena, Belo Horizonte, Betim, Careaçu, Carvalhópolis, Cristais, Ervália, Itabira, Jequitinhonha, Nazareno, Nova Serrana, Onça de Pitangui, Pouso Alegre, Ribeirão das Neves, Sabará e Santa Luzia.

Tradição

A Especialização em Saúde Pública, iniciada em 1946, é um dos grandes marcos da ESP-MG.  Durante sua história, o curso exerceu papel de destaque na qualificação dos profissionais do SUS, buscando sempre ofertar formação de qualidade em consonância com o contexto mais amplo da saúde pública no Brasil e em Minas Gerais.

A especialização conta com 100% de recursos próprios da Escola e o corpo docente também é de servidores da ESP-MG, que baseiam os estudos em análise crítica e contextualizada das situações que afetam o cotidiano profissional.

Desde 2014 a especialização está no processo de Acreditação (ferramenta de reconhecimento formal de que as instituições acreditadas atendem a requisitos previamente definidos e demonstra ser competente para realizar determinada atividade) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). 

Autor: Sílvia Amâncio

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