Discutir a relação entre Cultura, Atenção Primária, e Saúde Mental, foi o tema do 9º Colegiado Gestor Regional de Saúde Mental das microrregiões de Saúde de Ubá e Muriaé, realizado dia 27 de abril. O evento durou o dia inteiro e apresentou palestras e relatos de experiências de unidades de atenção psicossocial de outros territórios, possibilitando o aprofundamento do conhecimento na política estadual de saúde mental e o aprimoramento técnico dos membros da Rede de Atenção Psicossocial Regional (RAPS).
No período da manhã, o tema foi “Ações, possibilidades e desafios de promover saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS)”, contando com o relato de experiência da APS do município de Paula Cândido, e os relatos dos trabalhos desenvolvidos pelos Centros de Convivência e Cultura de Congonhas, Tabuleiro, Miraí e Miradouro. À tarde, foi abordado o tema “Modelos de Atenção Psicossocial e a direção de cuidado em saúde mental nos serviços da RAPS”.
Jamile Alves Pereira é oficineira e membro da coordenação colegiada do Centro de Convivência e Cultura (CCC) Dona Ivone Lara, de Congonhas, e compartilhou sua vivência nesta unidade.
“Acredito que o CCC é um dispositivo muito estratégico para inclusão social das pessoas em sofrimento mental. Só que, apesar desse potencial, nós enfrentamos vários desafios para sustentar um serviço que não é regulamentado e nem financiado pelo Ministério da Saúde. Por isso, acho tão importante a mobilização da SES-MG para garantir que este serviço possa funcionar, através das resoluções. Sobre o Colegiado, posso dizer que a troca de experiências nos auxilia a não desanimar perante as dificuldades e consiga fortalecer, cada um em seu município, as estratégias de intervenção e qualificar o cuidado em rede”, contou Jamile.
Fortalecimento dos serviços de Saúde Mental
As equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) conhecem as pessoas do seu território e a realidade local e, por terem proximidade com famílias e comunidades, podem realizar ações de promoção à saúde mental de maneira que atenda às necessidades que observam no cotidiano.
“As unidades de atenção primária fazem parte da rede de cuidado da Saúde Mental, e elas devem atuar de modo transversal com os CAPS e CCC, buscando o acolhimento e a ressocialização dos portadores de sofrimento psíquico. Por isso, dedicamos parte das discussões deste Colegiado para este tema. Importante destacar que, ao final, tivemos a eleição do Colegiado Gestor Regional de Saúde Mental que é um organismo essencial para fomentar a emancipação da RAPS”, contou Josiel da Silva Ferreira, referência técnica em Saúde Mental da GRS Ubá.
Autor: Keila lima