Durante a reunião, Wagner Barbalho informou que a prefeitura de Periquito havia interrompido o abastecimento de água após 16 moradores procurarem unidades de saúde apresentando vômito e diarreia. Mas que segundo a prefeitura, o local não recebe água diretamente do Rio Doce, a água vem de outras nascentes. “Existe uma preocupação da SRS de Coronel Fabriciano quanto a água que é fornecida aos usuários, pois as doenças de veiculação hídricas são perigosas, oportunistas e diversificadas, como amebíase, giardíase, esquistossomose, Hepatite do tipo A, gastroenterite, entre outras. Por isso estamos unindo forças com a Copasa e ajudando no monitoramento”.
A referência técnica em Saúde e Meio Ambiente, Éder Silva, da SRS de Coronel Fabriciano, esteve no município coletando amostras água para testes, e informou que a coordenadora de Epidemiologia e Vigilância Sanitária do município, Valdirene Arantes Costa Almeida, disse que o problema está em uma das nascentes. “Não sabemos ainda o que tem na água, só sabemos que o problema é na nascente. Estamos trabalhando em conjunto com a Copasa, visando resolver o problema. Além de saber se se existem relação com a lama da barragem”, esclareceu Éder.
Já o Superintendente de Operação da Copasa, Albino Júnior Batista Campos, informou que a Copasa trabalha para resolver o problema, enquanto isso a cidade é abastecida por caminhões-pipa e, a prefeitura está distribuindo água mineral para moradores. “A Copasa está em contato permanente com outros órgãos federais e estaduais, que também estão monitorando a situação, como a Agência Nacional de Água (ANA) e o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM). A Copasa está empenhada e, tão logo o problema será resolvido”, ressaltou Albino.
Em Pedra Corrida, distrito de Periquito, a captação foi interrompida devido ao aumento da turbidez na água, que vem do Rio Doce. A Samarco, cujos donos são a Vale e a BHP Billitonx, perfurou um poço artesiano no local para atender os 1500 moradores. A Reunião contou com as presenças de Ana Maria Rosado de Oliveira, Coordenadora em Vigilância em Saúde e Éder Silva, Referência Técnica em Saúde e Meio Ambiente, ambos da SRS/Coronel Fabriciano.
Autor: Flávio A. R. Samuel