18 dos 60 hospitais da Macrorregião Sudeste assumiram publicamente o interesse em integrar a Rede de Urgência e Emergência (UeE). Embora ainda em fase de discussão, esse foi um dos resultados do segundo dia do “2º Seminário de Implantação da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste”, realizado hoje (03/05) em Juiz de Fora.
Segundo o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, o evento é uma continuidade à metodologia definida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) para a consolidação dessa iniciativa, por meio da realização de oficinas de trabalho. “Esse é um momento muito importante, pois conseguimos discutir de forma concreta os pontos de atenção da rede, deixando de lado questões políticas e utilizando critérios estritamente técnicos, que levam em consideração conceitos como distância e tempo resposta”, evidenciou.
A distribuição da rede de resposta hospitalar foi realizada com base em alguns critérios, de acordo com a tipologia: Urgência Nível IV (situado em áreas de vazios assistenciais que estejam acima de 60 minutos de uma referência hospitalar microrregional), Urgência Nível III (de referência populacional acima de 100.000 habitantes), Geral de Urgência Nível II (acima de 200.000 habitantes), Referência ao Trauma Nível I (acima de 1.000.000 habitantes em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana), Referência às Doenças Cardiovasculares Nível I (acima de 600.000 habitantes em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana), Referência ao Acidente Vascular Cerebral Nível I (acima de 600.000 habitantes em funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana) e de Urgência Polivalente (unidade macrorregional de referência populacional acima de 1.000.000 habitantes em funcionamento 24horas por dia, 7 dias por semana).
Conforme exemplificou o coordenador estadual de Urgência e Emergência, Rasível dos Reis Santos Júnior, “hospitais mais robustos são fundamentais na Rede, pois têm mais capacidade de resposta. Em contrapartida, no caso da Macro Sudeste, precisamos redefinir a questão das unidades Nível IV na região, pois, devido ao excesso, muitos não estão dando resposta”.
Nessa lógica, o Hospital Regional de Urgência e Emergência de Juiz de Fora cumprirá um papel fundamental. Com capacidade de atendimento a mais de 1,6 milhão de habitantes, a unidade vai dispor de nove salas de cirurgia, cinco consultórios de controle pós-operatório, 240 leitos (sendo 40 de UTI), 10 semi-intensivos e 176 de Enfermaria. “Temos um conjunto de investimentos de aproximadamente R$30 milhões a serem feitos na Rede em toda a região. Desses, R$4 milhões estão sendo destinados à consolidação desse hospital que será o cérebro, o núcleo central da rede, servindo de pilar para dar suporte a toda a urgência e emergência”, descreveu Antônio Jorge.
O secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde de Juiz de Fora, Jorge Ramos, manifestou o que certifica ser o grande diferencial da Rede de UeE Macro Sudeste. “Fico muito tranquilo, pois, diante do que presenciamos, pudemos perceber que ela é extremamente dinâmica. O que estamos discutindo aqui não é uma decisão estanque, mas que vai se ajustar ao que dê os melhores resultados”, enfatizou.
O próximo passo, segundo o secretário Antônio Jorge, será o refino de todas as validações realizadas durante a oficina junto para, em seguida, encaminhar a proposta ao Ministério da Saúde. “Temos ainda muitas missões, mas todos nós saímos de encontros como esse com um rico aprendizado de democracia”. Além disso, conforme explicou a gerente do Processo de Atendimento às Urgências e Emergências, Hellen Fernanda Souza, agora se inicia o “período de dispersão em que todo o material será consolidado e publicado no site do encontro, o www.uesudeste.com.br, para que o conteúdo possa ser repassado e discutido dentro dos municípios”.
Autor: Sara Rodrigues