A cidade mineira de Patrocínio, no Alto Paranaíba, realizou no dia 9/07 sua 2ª Plenária Municipal de Saúde para discutir melhorias para a gestão municipal e estadual do Sistema Único de Saúde (SUS). Trabalhadores, usuários, conselheiros e gestores do SUS propuseram a necessidade de políticas locais de comunicação e a valorização do trabalhador de saúde durante as discussões do Eixo 6: Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS.
O superintendente da Regional de Saúde de Uberlândia, Almir Fontes, analisa com muita coragem os encaminhamentos da 2ª Plenária em Patrocínio, “é um avanço que o eixo comunicação, educação e informação esteja em pauta e seja discutido na saúde pública. Ele é estratégico, pois é a partir da grande mídia e dos processos de comunicação que o cidadão conhece o SUS e o nosso sistema é fortalecido ou enfraquecido politicamente”, disse.
Patrocínio tem 85 mil habitantes e 87,27% da população tem cobertura de atenção primária, ou seja, pelo menos 72 mil pessoas tem acompanhamento periódico de 19 equipes de Estratégias de Saúde da Família. O primeiro contato da população com o SUS é por meio dos trabalhadores da saúde, afirmou o conselheiro José Marques. “Eles precisam estar bem informados, já que o cidadão na maioria das vezes é leigo. No conselho recebemos muitas queixas que o atendimento precisa ser melhorado”.
Os trabalhadores são centrais nas políticas de comunicação. Uma das propostas encaminhadas para a gestão local é “Fortalecer os projetos de sala de espera nos pontos de atenção a saúde, com informação e educação continuada”. Para o conselheiro o processo de participação e escuta da população irá melhorar o atendimento e a saúde pública.
Além de um programa interno de educação para que as informações fossem alinhadas, o grupo apontou que localmente o município deveria ter uma política para divulgar para a imprensa as ações de promoção à saúde, “é importante que a Secretaria tenha uma assessoria de imprensa para divulgar as nossas atividades” afirmou a moderadora do grupo e supervisora de atenção primária Cristina dos Reis Oliveira, “já vimos o poder que tem quando uma rádio nos apoia”.
Os problemas sociais que os agentes comunitários de saúde enfrentam em campo também devem ser abordados nas campanhas publicitárias da Secretaria de Estado de Saúde (SES – MG), segundo os agentes comunitários. Um exemplo foi citado por Marlene Fátima de Paula, “alguns assuntos precisam ser tratados na perspectiva da saúde, pois as pessoas ainda têm muito preconceito, como gravidez na adolescência, drogadição, alcoolismo e hanseníase. São temas que as famílias ainda não gostam de falar”. Para o grupo, o Estado precisa qualificar as ações de publicidade em defesa do SUS e tratar da realidade e do dia-a-dia, “o que a gente percebe é que as propagandas atuais na televisão não resolvem” concluiu.
Eixo 6: Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS
» Proposta aprovada para encaminhamento a Conferência Estadual:
– Qualificar as ações de publicidade em defesa do SUS.
» Proposta aprovada para inclusão no Plano Municipal de Saúde:
– Criar o cargo de assessor de comunicação e marketing em Saúde.
– Fortalecer os projetos de sala de espera nos pontos de atenção a saúde, com informação e educação continuada.
Autor: Priscilla Fujiwara