Créditos: Henrique ChendesDois mil profissionais da área da saúde estão reunidos no segundo dia da 1ª Jornada Mineira de Redução da Mortalidade Infantil e Materna, no Expominas, em Belo Horizonte. Promovida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, nos dias 13 a 14 de novembro, a jornada busca fortalecer as ações em rede, com a valorização do trabalho integrado e humanizado para reduzir a mortalidade materna e infantil.
Durante o pronunciamento, na manhã desta quinta-feira, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, reforçou a importância do acompanhamento multiprofissional e principalmente do trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS), que exercem papel fundamental nas Unidades Básicas de Saúde para captar as gestantes, possibilitando que possam ser assistidas de forma correta. “Os indicadores da mortalidade infantil e materna revelam as deficiências de uma nação. Avançamos muito com os programas como o Viva Vida, Rede Cegonha e Mães de Vidas, mas ainda precisamos concentrar mais esforços para reduzir os índices, alinhando ações do Estado juntamente com os municípios”, destaca.
Após o pronunciamento, o secretário Estado de Saúde, apresentou para médicos, ACS, enfermeiros e gestores de saúde as informações e dados sobre os programas de assistência. Desde a criação da Rede Viva Vida, em 2003, constatou-se a redução da mortalidade materna, que passou de 20,8, em 2003, para 12,6, em 2013. A coordenadora do Programa Viva Vida da Regional de Saúde de Itabira, Valéria Torre, confirma que as quedas nos indicadores na regional em que atua foi comprovado desde a implantação da Rede Viva Vida, em 2009. “Observamos que a atuação articulada dos níveis de assistência são importantes para prevenir as mortes evitáveis, com a integração da atenção básica, especializada e de alta complexidade”, avalia.
A epidemiologista da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Divane Matos, compartilha do mesmo pensamento. Participante da jornada, ela frisa que as informações apresentadas nos dois dias de encontro são válidas para nortear o trabalho de forma conjunta. “Tivemos conhecimento de realidades para que possamos refletir e pensar em estratégias para melhorar o nosso trabalho e contribuir para oferecer para a gestante um pré-natal adequado e o acompanhamento de qualidade da mãe e da criança após o parto. A prevenção é essencial para reduzir a mortalidade infantil e materna”, conclui.
Autor: Flávia Freitas