Regional de Ubá prepara implantação de testes rápidos de hanseníase

Foto: Keila Lima

 

A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá iniciou o processo de implantação do teste rápido para avaliação de contatos de caso confirmado de  hanseníase, no dia 8 de maio, em reunião com os três municípios mais populosos da sua área de abrangência, e que também correspondem aos que têm maior taxa de detecção de novos casos. Foi explicado o planejamento para a chegada dos insumos, fruto de pesquisas realizadas por instituições brasileiras, e que possuem procedimento simples, que pode ser aplicado em Unidades Básicas de Saúde por enfermeiros, sendo útil para identificação de contactantes com maior risco de desenvolver a doença.

Conforme orientação do Ministério da Saúde (MS), os testes serão destinados às pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com casos confirmados da doença. “Quando há um novo caso de hanseníase, é feita a vigilância dos contatos por meio de avaliação dermatoneurológica. Agora, se após estes procedimentos não for detectado nenhum sinal ou sintoma, teremos mais essa tecnologia para monitorar os contatos e facilitar os encaminhamentos necessários”, relatou Priscila Teixeira, referência técnica em hanseníase da GRS Ubá.  

A hanseníase é uma doença infecciosa, que tem cura e, a detecção precoce combinada com tratamento oferecido em tempo oportuno, reduzem consideravelmente as chances de a pessoa ter alguma deficiência. O Brasil possui a maior carga de hanseníase na Região das Américas, com mais de 90% dos casos registrados na região e a segunda maior no mundo (MS).

O projeto piloto na área de abrangência da GRS Ubá será iniciado nos municípios de Visconde do Rio Branco, Ubá e Muriaé. Outra novidade no combate à doença é a vigilância da incapacidade física em hanseníase, por meio do Sistema de Investigação de Grau 2 de Incapacidade Física (SIGIF 2), que vai ampliar a vigilância dos casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física (deformidades visíveis nos olhos, mãos e pés). 

“O planejamento apresentado aos três municípios, primeiramente, prevê a capacitação de profissionais para fazer a avaliação dermatoneurológica dos contactantes, que será ministrada em parceria com a Casa de Saúde Padre Damião, unidade da FHEMIG, pela terapeuta ocupacional Eliane Duarte. Paralelamente, estaremos implementando o SIGIF 2, que tem por finalidade investigar os casos novos notificados com grau 2 de incapacidade, qualificar a informação e instituir condutas e encaminhamentos adequados para esses pacientes. A orientação do MS é que nesses casos deve ocorrer uma investigação, e que se faça um plano de cuidados individualizado para cada paciente, para prevenir o surgimento de mais incapacidades e promover a reabilitação”, finalizou Priscila.

Autor: Keila lima

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